2004

ONG acusa militares que actuaram em Cabinda

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) apelou ao Governo de Angola para pôr termo aos abusos cometidos pelo Exército, que acusa de violar, torturar e executar civis na região de Cabinda.

Em 2003, "o Exército angolano procedeu a execuções sumárias, detenções arbitrárias, tortura e outros tipos de maus-tratos contra civis, bem como violência sexual", denunciou a organização norte- americana.

"O governo angolano deve acabar com a impunidade e levar os autores dos abusos à justiça", acrescenta a HRW.

Civis afirmaram à organização norte-americana terem sido detidos e torturados pelo Exército angolano, por suspeita de apoio aos separatistas.

"Em Cabinda, as mulheres e as raparigas continuam a estar vulneráveis à violência sexual das Forças Armadas Angolanas, os prisioneiros são frequentemente feridos. Num caso, os soldados do Exército angolano ameaçaram violar e castrar um prisioneiro", adianta o documento.

Em 2002 pelo menos 30 mil soldados angolanos foram destacados para Cabinda, para acabar com as perturbações separatistas iniciadas em 1963.

"Apesar de o conflito ter terminado, o Exército angolano continua a cometer crimes contra civis em Cabinda", diz Peter Takirambudde, director da HRW para África.

Redação