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Alemães dão as boas-vindas aos refugiados

Refugiados recebem ajuda em Munique NICOLAS ARMER/EPA

O vídeo de uma comissão de boas-vindas aos refugiados na pequena vila de Oer Erkenschwick, perto de Dortmund, na Alemanha, é o exemplo de humanismo de que mundo precisa, numa altura em que milhares de pessoas desesperadas saem dos seus países para tentar sobreviver na Europa.

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Em apenas 30 segundos de imagens feitas por um refugiado dentro de um autocarro, mostra-se o sentimento de um país. Nesta pequena localidade de Oer Erkenschwick, um grupo de pessoas juntou-se para receber quem chegava com um sorrisos, bandeirinhas e cartazes de solidariedade.

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Mas não se julgue que este é um caso único. Momentos de verdadeiro humanismo estão ocorrer um pouco por toda a Alemanha e Áustria, fazendo esquecer por momentos as imagens dos horrores que chegam do Mediterrâneo. Na terça-feira, em Munique, a Polícia teve até que lançar um alerta para pedir à população que parasse de deixar comida e outros bens num centro de refugiados.

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"As doações que já temos serão suficientes para os refugiados presentes e que chegarão hoje", escreveram as autoridades no Twitter.

A Al Jazeera relata que, na Estação Central de Munique, vários refugiados cantaram "Obrigado Alemanha", na última terça-feira.

Até no futebol, os alemães se lembraram dos refugiados, com mensagens de apoio a surgirem na bancada junto das claques de várias equipas. "Bem-vindos, refugiados", pode-se ler em alguns cartazes.

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A chanceler alemã Angela Merkel deu o mote a este movimento, quando sublinhou a responsabilidade da Europa em ajudar refugiados a pedir asilo, já que os direitos do homem são "uma das motivações fundadoras da União Europeia", considerou.

O ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, salientou ainda que o facto de muitos refugiados chegarem ao país e ficarem pode ser encarado uma oportunidade "e não um problema".

Em Viena, na Áustria, 20 mil pessoas juntaram-se para se manifestarem contra o tratamento desumano dos refugiados, depois de 71 corpos terem sido encontrados num camião abandonado perto da fronteira com a Hungria, na última semana. "Eu não quero que a Europa seja uma vala comum", lia-se num dos cartazes exibidos na capital austríaca.

Com vários comboios com refugiados a chegarem a Viena oriundos de Budapeste, a Polícia austríaca tentou impedir o desembarque de algumas pessoas, mas, ainda assim, correm mundo as imagens de austríacos a alimentarem quem chega em sofrimento.

Luís Pedro carvalho