Um homem residente em Cangas de Onis, nas Astúrias, Espanha, aceitou um acordo judicial em que lhe é aplicada a pena suspensa de seis meses por ter deixado morrer um tigre e posteriormente lhe ter cortado a cabeça como troféu.
O indivíduo reconheceu esta segunda-feira os fatos de que era acusado num tribunal de Oviedo, aceitando uma pena (suspensa) de seis meses de prisão e dois anos de perda do exercício da profissão, comércio ou negócio relacionado com animais. Ao aceitar o acordo judicial, o julgamento não chegou a ser realizado.
Jornais asturianos revelam que a denúncia foi feita no verão passado pela Asociación Nacional de Animales con Derechos y Libertad (Anadel), dando conta que o homem tinha um tigre fêmea aprisionado numa jaula de reduzidas dimensões (5x3 metros) nas traseiras da sua oficina de automóveis.
A falta de condições e de trato adequado terão causado a morte do felino em 2014. O homem enterrou o animal numa propriedade sua, não sem antes lhe cortar a cabeça, que guardou como troféu.
As primeiras denúncias de maus tratos ao tigre datam de 2009, tendo a partir daí sido efetuadas diversas inspeções por parte das autoridades sanitárias do país vizinho. Todas elas apontavam para falta de cuidados adequados, sendo que numa ocasião os inspetores confirmaram a "excessiva magreza" do felino. O suspeito terá tentado justificar este estado com uma desparasitação, que, afinal, não havia acontecido.
O caso só agora chegou à barra dos tribunais, onde se produziu o acordo com a procuradoria antes de se chegar a julgamento. Os fatos foram considerados para constituir um delito de abuso de animal de estimação ou domesticados (artigo 337 do Código Penal do país vizinho).
Além da pena suspensa de seis meses, o réu concordou em pagar uma multa de três meses à taxa de seis euros por dia (540 euros).