Na pequena aldeia de Carregal, freguesia de Queirã, Vouzela, todos conhecem Idalécio Castro Rodrigues de Oliveira.
Foi aqui que nasceu o português com mais de 60 anos, que anda nas bocas do mundo por estar a ser investigado no âmbito da operação Lava Jato e ter uma ligação, por essa via, aos Documentos do Panamá.
Ali, em Carregal, onde o irmão e a mãe têm casa, todos se lembram do empresário, mas por ter emigrado para Angola há mais de 30 anos e por ser o proprietário da Quinta do Fontelo, um empreendimento de turismo rural no concelho. Os moradores com quem o JN falou mostraram-se surpreendidos por o filho da terra estar nas notícias. "Emigrou para Lunda há mais de 30 anos, já não vem cá há muitos anos", contou um morador.
Pai de três filhos, um deles a viver no Porto, Idalécio divorciou-se da primeira mulher. Foi já depois de ter emigrado que comprou a Quinta do Fontelo, que ao longo dos anos foi infraestruturada. Com cerca de 50 mil metros quadrados, a quinta gerida por familiares, inclui uma casa de turismo rural, à beira da estrada que liga Vilharigues a Vouzela, a sede do concelho, a uma distância de 2,5 km. Dispõe de uma piscina exterior, campo de ténis e cavalos, disponibilizados para passeios pela propriedade.
No verão, a quinta abastece a população de água para compensar as faltas da rede pública. "É propriedade de Idalécio Oliveira", limitou-se a confirmar uma familiar à entrada da quinta do Fontelo. Familiares mais afastados recordam que, há uns anos, quando Idalécio regressava a Carregal, gabava-se de que era muito rico.