Em dezembro de 2015, 399 menores aguardavam por uma família adotiva, ou seja, até então ninguém os quis, apesar de haver 1884 candidatos a pais que esperavam pela proposta de uma criança.
O desencontro, explica a Segurança Social, deve-se ao facto de "a maioria das crianças em situação de adotabilidade ter mais de seis anos, enquanto a maioria dos candidatos as quer até aos seis". Especialistas afirmam que urge definir "de forma mais célere" se uma criança vai ou não para adoção.
"A definição e concretização do Projeto de Vida de adoção tem que ser mais rápida, porque, se se decide que alguém vai para adoção muito tarde, as probabilidades de essa pessoa vir a ser adotada vão diminuir", avança Cristina Silva, fundadora e membro da Direção da Associação Bem Me Queres. A dirigente acrescenta que "é preciso que haja maior coordenação entre tribunais, comissões de proteção e Segurança Social".
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