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Pescador fica milionário depois de pescar vomitado de baleia

David Loh/Reuters

Um homem de Omã, país da Península Arábica, tornou-se milionário depois de ter descoberto, há poucos dias, secreção biliar de baleia enquanto pescava. A substância é utilizada para a confeção de perfumes e instrumentos médicos.

No dia em que completou 18 anos, Jalid al Sinanim entrou para o negócio da família e tornou-se pescador, na vila de Qurayat. Desde então, Jalid e o seu pequeno barco, de seis metros de comprimento, depararam-se várias vezes com dificuldades e sacrifícios mas nunca com tesouros inesperados...até há uma semana.

"Estava a terminar a pesca, quando senti um odor muito desagradável vindo de longe. Aproximei-me e lá estava, esparramado na água", relatou Jalid ao jornal espanhol "El Mundo".

A descoberta fortuita foi, sem mais nem menos, uma porção generosa de secreção biliar de cachalote. Exatamente 75 quilos de vomitado. O marinheiro, de 38 anos, encontrou a substância ainda fresca, com cor branca, textura pegajosa e mau odor.

Ao aperceber-se do que encontrara, pegou em cordas e recolheu a secreção para uma caixa de plástico. Depois de chegar a porto e questionar os outros pescadores quanto à descoberta, levou-a para casa, onde a massa esbranquiçada se começou a transformar.

"Com o passar dos dias, o cheiro mudou e passou a ser agradável, (...) libertando uma fragrância doce e marinha, que disparou o preço", contou Jalid.

Na foto partilhada pela imprensa espanhola, a substância aparece partida em vários pedaços sólidos espalhados pelo chão, junto a um ventilador.

"Estou a deixá-la secar. Cortei-a em pequenas peças. Há alguns fragmentos que já estão secos mas a maioria precisa de tempo", admitiu o marinheiro, acrescentando que o seu objetivo é "vender a substância ao melhor preço possível."

"Se é de boa qualidade, o quilo compra-se a 15 mil riais omanenses (35 mil euros)."

Até à data, a maior peça de "âmbar gris", nome científico para a secreção biliar da baleia, foi encontrada em 1912 e pesava 454 quilos. Segundo o biólogo norte-americano Christopher Kem, autor do estudo "Ouro flutuante", a possibilidade de encontrar esta substancia é remota, visto que a sua formação requer anos e apenas 1% das baleias a produzem.

Depois de ser expelida, a bílis pode tardar outros tantos anos a chegar a terra.

Os principais casos registaram-se no oceano Atlântico - nas Bahamas -, na Nova Zelândia e nas Maldivas.

Redação