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Finanças vão facultar documentos sobre CGD à comissão parlamentar

Finanças obrigadas a facultar documentação Filipe Amorim/Global Imagens

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) determinou que o Ministério das Finanças faculte os documentos pedidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, justificando a grande relevância da atividade desta comissão no apuramento da verdade.

No recurso para o TRL, a Comissão Parlamentar de Inquérito pediu a quebra de segredo profissional relativamente ao Ministério das Finanças.

Na decisão, a que a agência Lusa teve acesso esta sexta-feira, o Tribunal entendeu estar perante um conflito de dois interesses de ordem pública, mas "atendendo ao interesse de grande relevância da atividade da Comissão Parlamentar de Inquérito, no apuramento da verdade, decidiu que "prevalece o dever de cooperação do Ministério das Finanças", quanto às matérias pedidas, em detrimento do sigilo profissional, devendo o mesmo ser levantado.

No recurso, a comissão invoca a necessidade de aceder aos documentos em segredo para "avaliar os factos que fundamentaram a necessidade de recapitalização da CGD, incluindo as efetivas necessidades de capital e de injeção de fundos públicos e as medidas de restruturação do banco".

O levantamento do segredo profissional pelo Ministério das Finanças destina-se também, refere a Comissão Parlamentar de Inquérito, a "apurar as práticas de gestão da CGD no domínio da conceção e gestão de créditos, desde o ano de 2000 pelo banco", em Portugal e respetivas sucursais no estrangeiro, "escrutinando em particular as posições de crédito de maior valor e/ou que apresentem maiores montantes em incumprimento ou reestruturados"

Redação