A Procuradoria Geral da República (PGR) ordenou um inquérito ao documento anónimo que recebeu, na terça-feira, com denúncias relacionadas com a investigação ao caso "Apito Dourado”.
"Apesar de nenhuns elementos probatórios terem sido indicados e de a esmagadora maioria dos factos já constituirem objecto de processos em curso, a PGR ordenou de imediato um inquérito, nomeando para o efeito um magistrado do Ministério Público", disse fonte da Procuradoria à Agência Lusa.
A PGR recebeu um dossier anónimo relativo ao processo "Apito Dourado" com acusações ao presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e à magistrada Maria José Morgado, que coordena a investigação.
Numa nota à comunicação social, a PGR diz que "quaisquer manobras que venham a ser detectadas e que tenham por único fim descredibilizar o Ministério Público, a Polícia Judiciária e as equipas constituídas, não produzirão certamente os efeitos pretendidos e serão alvo de investigação para apurar os seus verdadeiros autores".
Por fim, a PGR diz que "existe absoluta e total confiança nos magistrados do Ministério Público intervenientes no processo conhecido por Apito Dourado".