Teresa Cardoso de Menezes, diretora-geral da Informa D&B, acredita que, face aos resultados do estudo "Exportadoras em Portugal 2009-2015", "Portugal ainda tem muito potencial para crescer".
Quais as grandes conclusões deste estudo?
A vocação exportadora das empresas continua a crescer. Depois de dois ou três anos de forte crescimento, este tende a abrandar, e aquilo a que assistimos é que este é um movimento imparável, se todas as políticas públicas e entidades relevantes de apoio às exportadoras o souberem acompanhar.
Os resultados do estudo surpreenderam-na?
Nunca sabemos se isto é uma conjuntura ou uma estrutura, mas penso que este movimento está a tornar-se estrutural do nosso tecido empresarial. Havia a ideia de que as exportadoras eram as grandes empresas, e são, mas a grande dinâmica de crescimento assiste-se nas pequenas, médias e nas jovens empresas. Esta realidade pode transformar, em dois ou três anos, a forma como Portugal é olhado.
As startups são uma revelação?
Elas nascem para o mundo. Há sete anos as que exportavam eram cerca de 5% e hoje são quase 10%. O crescimento duplicou em cinco anos e cinco anos é muito pouco tempo no mundo empresarial.
Qual o aspeto mais positivo deste estudo?
É este ser um movimento já com bastante sustentação. Agora é preciso que as empresas saibam crescer sem correr grandes riscos.
Há um futuro promissor para a economia nacional?
Acredito que sim. Acho que Portugal ainda tem muito potencial por explorar.