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Marcelo e Costa participam em missa pela paz em Barcelona

Marcelo Rebelo de Sousa com os reis de Espanha na Basílica da Sagrada Família Sergio Perez/REUTERS

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa viajaram para Barcelona para participarem numa missa pela paz, este domingo de manhã, na basílica da Sagrada Família, na sequência dos ataques.

Segundo disse à Lusa fonte da Presidência, a presença do chefe de Estado na homília representa uma homenagem às vítimas do atentado de quinta-feira em Barcelona, em particular às duas portuguesas que morreram.

Marcelo Rebelo de Sousa foi convidado pelo rei de Espanha, Felipe VI, a estar presente nesta missa pela paz e a concórdia, que começou a ser celebrada pelas 10 horas locais (nove horas de Lisboa), pelo cardeal-arcebispo de Barcelona, Juan José Omella.

No sábado à noite já tinha sido anunciado que o primeiro-ministro, António Costa, também iria assistir à missa, tal como o seu homólogo espanhol, Mariano Rajoy, e os reis de Espanha.

Ao iniciar a celebração, o bispo auxiliar de Barcelona, Sebastià Taltavull Anglada, recordou as vitimas dos atentados, dirigindo a elas e aos seus familiares as orações.

"Estes dias têm sido de lágrimas, de muitas lágrimas, mas sobretudo de muita humanidade", afirmou o prelado, destacando que, "desde o momento dos atentados", foi possível constatar "o esforço e a solidariedade de todos os cidadãos".

Assinalando que a eucaristia é um gesto de unidade, o prelado referiu ainda que esta é também uma chamada para "viver a plena comunhão de um povo que não tem medo e quer apreciar o dom da paz".

Duplo atentado na Catalunha causou 14 mortos

O atentado em Barcelona, na quinta-feira à tarde, causou 13 mortos e cerca de 130 feridos, 17 destes em estado crítico.

Num outro ataque, já na madrugada de sexta-feira, uma mulher morreu quando uma carrinha investiu contra as pessoas, em Cambrils, uma localidade balnear a cerca de 120 quilómetros de Barcelona.

Cinco terroristas foram mortos pela polícia durante este ataque. O ministro catalão do Interior, Joaquin Forn, relaciona os dois atentados, de Barcelona e Cambrils.

Os dois ataques foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Redação