Lourinhã

IMI mais pesado em edifícios degradados

 Os proprietários de 200 imóveis degradados  no concelho da Lourinhã vão pagar mais 30% de Imposto  Municipal sobre Imóveis (IMI), caso não procedam à demolição ou reconstrução  dos edifícios

"É uma medida que só é penalizadora se as pessoas quiserem", disse à  agência Lusa o presidente da Câmara, José Manuel Custódio, que pretende  incentivar a reconstrução de 200 habitações em perigo de ruína ou de incêndio,  que constam do levantamento efectuado em Março pelas onze freguesias do  concelho.  

Para 2008, a Câmara Municipal decidiu manter a taxa do IMI aplicada  em 2007 (aumento de 0,7% para prédios urbanos e 0,38%  para prédios avaliados), voltando a reduzir o imposto em 10% para  imóveis arrendados.  

Neste sentido, o autarca revelou outra medida: "os edifícios degradados  só pagam 50% das taxas de construção", considerando mais benéfico construir em terrenos onde já existiram construções. Caso os proprietários não intervenham atempadamente, a autarquia da  Lourinhã admite mesmo tomar posse administrativa dos prédios em risco de  ruína.  

Muito trabalho por fazer

Apesar do "sinal em querer intervir", a Associação de Freguesias do Concelho da Lourinhã considera que o agravamento do IMI para imóveis degradados  tem "pouca expressão”. O presidente da associação, António José Onofre, exige uma "intervenção  mais dinâmica" dos sectores de urbanismo e obras da autarquia.  

Desde que as freguesias deram conhecimento das situações que  carecem de intervenção, "o trabalho efectivo dos casos que não têm recuperação  possível não foi feito", critica o autarca, sublinhando que "há casos gritantes  de falta de segurança" que podem pôr em perigo pessoas e bens.  

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara, José Manuel Custódio,  admitiu, passados seis meses, tratar-se de um processo burocrático de difícil  resolução.  

"Não podemos tomar posse administrativa sem ter o nome do proprietário,  o número da matriz e sem termos um auto de vistoria a dizer que o edifício  está efectivamente em ruínas e isso não se faz de um dia para o outro",  explicou.  O autarca assegura que o município tenciona "tomar posse administrativa  dos edifícios em ruínas para executar a demolição".

Redação