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Casal francês condenado a 30 anos de prisão por torturar e matar a ama

Sabrina Kouider, 35 anos, e Ouissem Medouni, de 40, foram condenados a 30 anos de cadeia

Um casal francês residente em Londres foi condenado a 30 anos de prisão, esta terça-feira, pela tortura e assassínio da sua ama, Sophie Lionnet, em setembro do ano passado.

Sabrina Kouider, 35 anos, e Ouissem Medouni, 40 anos, foram declarados culpados, após seis dias de deliberação, pela morte da ama de 21 anos, pelo mesmo tribunal que publicou, esta terça-feira, a sentença.

O tribunal considerou o casal culpado de ter negado comida e partido várias costelas a Lionnet, antes de a matar e ter queimado o corpo no quintal da casa, no sudoeste de Londres.

Quando os bombeiros foram chamados pelos vizinhos, devido ao cheiro libertado pelo fumo, Medouni alegou que os restos carbonizados pertenciam a uma ovelha.

Ambos os acusados admitiram ter atirado em conjunto o corpo da ama para a fogueira, mas negaram a acusação de homicídio, cada um culpando o outro pela morte de Lionnet.

Os membros do júri escutaram durante cerca de oito horas gravações do casal a agredir a ama, nas quais diziam que Lionnet era "pior do que um assassino".

O juiz Nicholas Hilliard, do Tribunal Criminal Central de Old Bailey, assegurou que o sofrimento e tortura exercidos pelo casal sobre a jovem foi "prolongado e sem piedade".

Segundo o ministério público, o casal acreditava que a ama mantinha uma relação amorosa com um antigo namorado de Kouider, o músico Mark Walton, membro fundador da banda irlandesa Boyzone.

Medouni e Kouider acreditavam que Lionnet tinha deixado Walton entrar na sua residência, com o objetivo de os drogar e abusar sexualmente.

Sabrina Kouider já tinha anteriormente denunciado o seu antigo namorado junto da polícia 30 vezes, acusando-o de utilizar magia negra e de a espiar.

Depois de conhecer o veredicto, Walton afirmou em comunicado que foi afetado emocionalmente e profissionalmente pelo caso e que disponibilizou às autoridades acesso ao seu telefone e redes sociais para demonstrar que não conhecia Lionnet.

Redação