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Corrida exemplar leva Rui Silva ao bronze

Corrida exemplar leva Rui Silva ao bronze

Portugal continua a fazer parte das noites mais mágicas no Estádio Olímpico de Atenas. Dois dias depois de Francis Obikwelu ter conquistado uma medalha de prata nos 100 metros, Rui Silva espantou o Mundo nos 1500 metros, ao terminar a final em terceiro, atrás dos gigantes Hicham El Gerrouj (finalmente campeão!) e Bernard Lagat.

Numa corrida exemplar ao nível táctico, Rui Silva ganhou uma medalha de bronze que vale ouro no planeta Terra, pois o marroquino e o queniano, ao nível dos 1500 metros, são extraterrestres.

O mérito de Rui Silva é ainda maior se soubermos que em prova estavam mais dois quenianos, Thimoty Kiptanui e Isaac Songok, e outro marroquino, Adil Kaduch, para além dos habituais clientes em finais deste calibre, como Ivan Heshko (Ucrânia), Michael East (Inglaterra) e Reyes Estevez (Espanha).

A prova não foi muito rápida (3:34.18 minutos para El Gerrouj, 3:34.30 para Lagat e 3:34.88 para Rui Silva), mas o português soube estar sempre no local certo, no início na cauda, ao lado de El Gerrouj, a meio, com os mais rápidos quando a corrida a acelerou, e no final, quando o marroquino e o queniano arrancaram para o mano-mano que decidiu a medalha de ouro.

À entrada da última volta, o ucraniano Heshko ainda tentou fugir a Rui Silva, mas este não o permitiu e definiu ali a candidatura ao pódio.

Rui Silva conquistou assim a nona medalha para Portugal (quarta de bronze) nas provas de atletismo dos Jogos Olímpicos, demonstrando que não estava a fazer bluff quando disse, depois da eliminatória e da meia-final que se sentia bem, talvez ainda melhor do que no ano passado, quando foi quinto nos 1500 metros do Mundial de Paris.

Obikwelu a recuperar

Denotando algum cansaço depois da fantástica campanha nos 100 metros, Francis Obikwelu encarou o início do percurso até à final dos 200 metros com muita cautela.

Quer nas eliminatórias quer nos quartos-de-final, o prateado atleta procurou não dar o máximo, ao mesmo tempo que controlou os adversários. Assim, com toda a tranquilidade, atinge as meias-finais, marcadas para hoje. De manhã, o atleta naturalizado português cumpriu a meia volta à pista em 20.40 segundos, atrás de Stephane Buckland, da Ilhas Maurícias, que fez 20.29. À noite, nos quartos-de-final, Obikwelu foi um pouco mais rápido (exigências da corrida...) e conseguiu o triunfo na série, com 20.33 segundos, desta vez à frente de Buckland.

Muito sofrido foi o apuramento de Carla Sacramento para as meias-finais dos 1500 metros. A portuguesa não foi além do oitavo lugar na respectiva série eliminatória, mas conseguiu um tempo (4:07.73 minutos), que a coloca à justa na fase seguinte.

Interessante foi a participação de Edivaldo Monteiro nos 400 metros barreiras. Sem obrigação de fazer mais, foi sétimo nna respectiva meia-final, com o segundo melhor tempo pessoal de sempre (49.25 segundos).

Recorde tardioCorrida exemplar leva Rui Silva ao bronze

A gloriosa jornada de ontem no Olímpico de Atenas trouxe o primeiro recorde mundial dos Jogos, que surgiu já fora de horas. Foi no salto com vara feminino, um concurso muito disputado e longo, ganho pela russa Yelena Isinbayeva, com 4,91 metros, novo máximo mundial.

Antes, as emoções foram diversas, destacando-se a "tripla" queniana nos 3000 metros obstáculos (um filme já visto, desta vez com Ezekiel Kemboi como actor principal), o ouro dos estados Unidos nos 100 metros barreiras, atrvaés de Joanna Hayes e o duelo nos 400 metros femininos entre Tonique Williams-Darling (Bahamas) e Ana Guevara (México), favorável à primeira.

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