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Cuidados paliativos alargados a todo o país

Cuidados paliativos alargados a todo o país

A Liga Portuguesa Contra o Cancro, Núcleo Regional do Norte, vai homenagear, hoje à noite, às 20.30 horas, no Salão do Arquivo da Alfândega do Porto, um dos seus fundadores, José Cardoso da Silva, cirurgião oncológico há 40 anos, dez em Lisboa e 30 no Porto, onde participou na criação do Instituto de Oncologia do Porto.

Actualmente aposentado, dedicando-se apenas acompanhar alguns dos seus doentes, José Cardoso da Silva não desiste de alguns projectos que iniciou e que não viu alargarem-se a todo o país, como os cuidados paliativos a doentes oncológicos sem cura.

"No Norte fomos pioneiros, ao criar uma unidade de cuidados paliativos, uma resposta à dor e ao sofrimento, que gostaríamos que se estendesse pelo país. Há alguns bons exemplos, como Odivelas e Fundão", salientou o cirurgião, acrescentando que o "Ministério da Saúde implementou os cuidados continuados e esqueceu os paliativos, que nem exigem grande despesa, mas sim a formação dos médicos dos centros de saúde, para que estes acompanhem os doentes".

A transformação dos hospitais em SA é algo que também o preocupa. "A medicina é uma ciência humana e é desejável que, na procura de resultados, de mais consultas e mais operações, não seja esquecida a humanização e a investigação".

Quanto ao IPO, acredita que se manterá igual: "Tem à sua frente um médico. Os médicos podem ter erros como gestores, mas a medicina pode não ganhar só com bons gestores".

José Cardoso da Silva concorda com as recentes iniciativas do Ministério da Saúde de criar um centro de radioterapia em Vila Real e Faro, mas não concorda "com a criação de minis IPO. Os hospitais centrais devem ter as suas próprias unidades de oncologia. Não se devem criar unidades com aparelhos pesados que não são utilizados, deve haver colaboração das diferentes entidades".

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