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Ferro atira Guterres para as presidenciais

Ferro atira Guterres para as presidenciais

Ferro Rodrigues despediu-se da liderança do PS aconselhando o seu sucessor sobre a melhor forma de o partido chegar à vitória nos "dificéis" combates eleitorais que se avizinham. Pelo meio, pediu a José Sócrates para que esteja ao seu lado no apoio a uma candidatura de António Guterres às presidenciais de 2006. "Estivémos juntos servindo o país no Governo de António Guterres. Espero que, daqui a um ano, estejamos também juntos num grande combate para uma grande vitória nas presidenciais", declarou, ovacionado de pé pelos delegados.

Na hora da despedida, Ferro Rodrigues quis que o partido encarasse o futuro com os pés bem assentes na terra. E aconselhou: "As vitórias não caem do céu. Não vão ser fáceis. No plano interno, é necessário que que todos saibamos contar com todos. Ninguém pode auto-excluir-se".

Momentos antes, tinha sido o presidente do partido, a garantir a unidade: "Debate de ideias, sempre houve e haverá no partido. Esse debate não separa; une". Almeida Santos também não esqueceu o caminho que conduziu à demissão de Ferro, que "resistiu" a "uma tentativa de assassinato político".

Um duro golpe que o líder cessante admitiu jamais ter equacionado ser possível, sobretudo pela "natureza dos ataques" que ele próprio e dirigentes nacionais como Paulo Pedroso sofreram. Ferro, que se referia ao processo da Casa Pia, agradeceu a quem "deu a cara nos momentos mais dificéis" para o defender: Vera Jardim.

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