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Manto de espuma cobriu rio Lambo

Manto de espuma cobriu rio Lambo

As águas do rio Lambo, em Esmoriz (Ovar), surgiram, anteontem, cobertas por uma enorme quantidade de espuma. Segundo Arménio Moreira, do Movimento Cívico Pró-Barrinha, tudo indica que a espuma fosse proveniente da ETAR de Esmoriz/Cortegaça, já que não foi vista a montante da estação de tratamento. Opinião diferente tem o comandante dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz, Jacinto Oliveira, que suspeita de resíduos industriais.

Certo é que, no passado fim-de-semana, o posto de transmissão que fornece energia aos motores de bombagem da ETAR sofreu danos devido à trovoada. Segundo Alfredo Costa, director dos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento, apesar de os motores terem estado parados durante dois dias, o tratamento das águas residuais foi assegurado. Alfredo Costa explicou que a formação de espuma deve-se à oxigenação provocada pela entrada da descarga no curso de água.

A enorme quantidade de espuma levanta, no entanto, algumas interrogações. Daí que Álvaro Santos, presidente do Gabinete de Estudos e Planeamen- to do Ministério do Ambiente, tenha já alertado a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que irá investigar quais as fontes poluidoras existentes ao longo do curso do rio Lambo na zona de Ovar.

Para Francisco Ferreira, presidente da Quercus, caso se trate da ETAR algo irá mal na estação. O ambientalista explicou ao JN que a quantidade anormal de espuma poderá indiciar uma qualquer desregulação do sistema, que - apesar de a tal espuma poder não trazer consequências ambientais - terá de ser avaliado.

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