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Os pesadelos vividos em "Sonho de mulher"

Os pesadelos vividos em "Sonho de mulher"
Emissão da final do concurso manchada por divergências entre um membro do júri e a vencedora Marina Rodrigues já tinha sido eleita "Miss Madeira 2003"

Ailha da Madeira tem mais uma "flor" no seu vasto jardim. Dá pelo nome de Marina Rodrigues e é, aos 19 anos e com 63 quilos, a "Miss Portugal 2004".

Marina não é propriamente uma estreante no mundo da beleza, pois traz já no seu currículo os títulos de "Miss Madeira 2003" e "Miss Casino da Madeira"; este último alcançado precisamente na noite anterior à vinda ao "casting" de "Sonho de mulher", que se realizou no Pestana Palace Hotel, em Lisboa.

Também o facto de ser uma aposta do Grupo Pestana (cadeia de hotéis, proprietária do casino da Madeira), que lhe pagou a viagem e o alojamento na capital, terá incutido confiança suficiente para resistir às várias fases do concurso. Talvez por isso, a eleição da madeirense de pernas compridas e sotaque ilhéu não ficasse isenta de polémicas. Tal foi perceptível no decorrer da final de "Sonho de mulher", anteontem transmitida em directo pela SIC, com a vencedora a fazer o truculento papel que habitualmente cabe ao júri. Não que os quatro jurados - Manuel Serrão, Ana Borges, Xana Guerra e Vítor Nobre - não tenham cumprido as expectativas, formulando amiúde apreciações que chegavam a roçar o cinismo, tal e qual o que já se tinha visto no concurso "Ídolos". Mas, ao que parece, a fórmula terá criado "anticorpos".

Marina optou pela mesma postura, sobretudo quando regressou ao lote das nove finalistas, depois dos jurados terem nomeado a sua expulsão. "As palavras do júri foram muito brutas", disse.

A frase foi lançada ao desafio e com destinatário. Xana Guerra, que ficou conhecida por tratar as candidatas por "amorzito" e por lhes prometer "uma chuva de euros e contratos", acusou o toque e não se ficou: "Falta-te humildade e és arrogante", ripostou, acrescentando que Marina tinha "privilégios em relação às outras por já ter sido 'Miss Madeira'".

Manuel Serrão também interveio, mas para apelidar de "irresponsável" a sentença feita pela colega. A contenda foi graciosamente travada pelos apresentadores, Sílvia Alberto e Francisco Meneses. Pacíficas foram as atribuições à primeira e segunda "damas de Honor", Inês Simões e Filipa Gomes, respectivamente.

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Ricardo Paz Barroso

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