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Peres dá novo fôlego ao Governo de Sharon

Peres dá novo fôlego ao Governo de Sharon

Ochefe do Governo de Israel, Ariel Sharon, chegou - como previsto - a acordo com o Partido Trabalhista para formar uma nova coaligação, ficando o líder trabalhista, Shimon Peres, como vice-primeiro-ministro mas abdicando da exigência de ser o sucessor da Sharon em caso de morte, ou incapacidade deste.

Aliás, na orgânica da nova coligação figura um outro vice-primeiro-ministro, número três na hierarquia do Estado, e que será Ehud Olmert, ministro do Comércio e da Indústria, do Likud, e ex-presidente da Câmara Municipal de Jerusalém e que será quem sucederá a Sharon em caso de impedimento do chefe do Governo.

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De acordo com Ariel Sharon, "Shimon Peres será nomeado número dois do Executivo, terá o poder inerente a esse cargo e será, de facto e de jure, o mais importante membro do gabinete após o chefe de Governo".

Ariel Sharon tinha perdido a maioria no Parlamento durante a votação do Orçamento de Estado, altura em que o partido laico Shinui votou contra a distribuição de verbas públicas a grupos religiosos judaicos.

Os trabalhistas, que abandonaram no final de 2002 o Governo de Ariel Sharon, decidiram agora regressar ao Executivo para, segundo Shimon Peres, viabilizar os planos de retirada, em 2005, dos colonatos judaicos dos territórios palestinianos ocupados na Faixa de Gaza.

O Partido Trabalhista terá o controlo de cinco ministérios, enquanto o Likud continua à frente de três postos-chave Defesa, Finanças e Negócios Estrangeiros.

Enquanto isso, Israel vai anexar mais terras palestinianas ocupadas no distrito cisjordano de Belém, de acordo com uma alteração ao traçado do muro de separação e que colocará sob seu controlo cerca de 50 mil colonos israelitas de Gush Etzion . A modificação fica a dever-se a uma decisão judicial tomada pelo Supremo Tribunal de Justiça, em 30 de Junho.

Também ficarão sob controlo do Exército israelita 18 mil residentes palestinianos de quatro aldeias da área anexada pelo muro que, recorde-se, foi considerado ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça de Haia.

Ao que tudo indica, a anexação dos terrenos do distrito palestiniano de Belém, seis quilómetros ao sul de Jerusalém, será um novo foco de conflito, seja com a população palestiniana residente ou com o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana que for eleito a 9 de Janeiro.

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