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Festival fantasma deixa milhares sem dinheiro

Festival fantasma deixa milhares sem dinheiro

Tudo não terá passado de um enorme logro. O festival Costa de Prata 2005, que deveria ter tido lugar entre sexta-feira e domingo passado, no campo de futebol do Touring, na Praia de Mira, simplesmente não aconteceu, deixando muitos à beira de um ataque de nervos. Apesar de não haver confirmação, calcula-se que possam ter sido vendidos perto de 5000 bilhetes para um espectáculo onde eram aguardados grupos como Masterplan, Blind Zero e Mind the Gap, entre outros artistas, e DJ´s conceituados. Mas, na última sexta-feira, os artistas não apareceram e a organização desapareceu.

À porta do campo de futebol ainda é possível encontrar cartazes a anunciar o festival, mas, colado ao portão, um grande cartaz, manuscrito, informa "Evento cancelado. Iberian Club, Joaquim Azevedo". Da internet desapareceu igualmente o site (www.festivalcostadeprata.com) que anunciava o festival.

Ao invés disso, um comunicado da empresa co-produtora Utopia Productions, assinado por Carlos Guimarães, informa que também ela foi "vitima das aldrabices de Joaquim Azevedo". Contratada há cerca de um mês pela Iberian Club management, criaram o logótipo do festival e trataram do stage management. A contratação das bandas, pagamento de bilhetes de avião para os germânicos Masterplan e outras situações terão ficado a cargo de Joaquim Azevedo. "Com sete anos de experiência neste meio, é a primeira vez que nos vimos perante uma situação destas", pode ler-se no comunicado. "Este senhor envergonhou-nos a todos", conclui Carlos Guimarães,.

Ao que o JN conseguiu apurar, muitas outras pessoas ficaram lesadas em milhares de euros e preparam-se para apresentar queixa junto da GNR. Para além da unidade hoteleira (ver caixa), também os responsáveis pela publicidade, palcos, alimentação, cinema, terão ficado a "arder" com o negócio. Tony Venceslau, do Sigma Som, afiança que a organização lhe passou um cheque de 2500 euros, "que mais tarde se veio a verificar ser extraviado e de uma pessoa já falecida. Cancelamos tudo".

O Jornal de Notícias tentou ontem falar com Joaquim Azevedo, mas os telefones estavam desligados.

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