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Cabrito bravio à solta

Cabrito bravio à solta

Almeida Cardoso

Tem quatro anos o processo para a certificação do cabrito bravio, iniciado pela Associação Nacional de Criadores de Cabra Bravia (ANCabra), que ainda não está terminado. E a demora está a preocupar a instituição. Segundo Almor Leitão, presidente da ANCabra, "há alguma resistência de algumas entidades na evolução do processo".

Um dos factores que estará a prejudicar o avanço do projecto é a existência das denominações de origem protegida (DOP) do cabrito das Terras Altas do Minho e do cabrito do barroso, cujas áreas de abrangências confinam e, em alguns casos, são comuns com o território proposto para a cabra bravia do Alvão e Marão.

A ANCabra já tentou, até, promover a criação da Abravia- Cooperativa de Produtores de Cabrito Bravio, com sede em Vila Real. "Temos desenvolvido vários esforços para desbloquear a situação, mas continua tudo na mesma",diz Almor Leitão, sublinhando que "estão a ser penalizados os produtores, pois, com a certificação, o cabrito seria valorizado. É uma mais-valia por aproveitar".

A Câmara de Vila Pouca de Aguiar apoia a candidatura, mas admite que pouco pode fazer. "Há um potencial gastronómico e turístico que iria ser valorizado e dinamizado com essa certificação", afirma o autarca, Domingos Dias, dizendo que "significaria uma mais-valia para os criadores e a garantia aos consumidores da origem do que estariam a comer".

Origem

Nascidos e criados ao deus- dará, os cabritos de raça bravia fazem um pastoreio livre, pelas pastagens naturais dos baldios e encostas serranas do Alvão.

Alimentação

O cabrito bravio da serra do Marão alimenta-se, logo após a nascença, do leite materno. Mais tarde, come feno, rama de vidoeiro, carqueja, urze, loureiro e fetos secos.

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