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Cientistas portugueses no top dos mais citados

Cientistas portugueses no top dos mais citados

António Coutinho, António Damásio e Carlos Duarte constam numa lista de 250 cientistas de todo o Mundo mais citados em 21 áreas científicas entre 1981 e 2002. Dos três investigadores, apenas o primeiro trabalha presentemente em Portugal, dirigindo o Instituto Gulbenkian de Ciência.

Uma empresa norte-americana de bases de dados e redes de conhecimento científico, a Thomson-ISI, recolhe dados sobre o trabalho publicado por cientistas em todo o Mundo e a repercussão que eles tiveram no trabalho de outros cientistas. Na análise que fez ao período entre 1981 e 2002, destacou 250 como os mais citados. Esta lista inclui três portugueses. Um deles é António Damásio, autor de "O Erro de Descartes", investigador que estuda sobretudo o cérebro, as emo- ções e a memória e que dirige actualmente o Centro de Investigação da Doença de Alzheimer na Universidade de Iowa.

Também António Coutinho, imunologista, é considerado dos mais influentes na pesquisa que se faz na sua área em 2002, com 450 artigos científicos publicados, já integrava o grupo dos 100 imunologistas mais citados nos últimos 20 anos, numa lista alaborada pelo Institute for Scientific Information.

Carlos Duarte especializou-se em biologia e botânica e a sua área de investigação é o meio marinho. Trabalha actualmente no Instituto Mediterrânico de Estudos Avançados da Universidade das Baleares. Para além da ecologia marinha, este cientista elaborou trabalhos sobre protecção das orlas costeiras.

Na listagem de citações de artigos científicos, encabeçada pela Suíça, Portugal surge num vigésimo lugar, logo a seguir ao Japão e antes da Polónia, Brasil, Rússia e China.

Além dos três investigadores incluídos entre os 250 mais citados, Portugal tem muitos outros com elevado número de citações referenciadas no índice do Institute for Scientific Information (ISI). Por exemplo, Carmo Fonseca, especialista em biologia molecular, tem mais de quatro mil, o químico Miguel Gouveia Teixeira mais de três mil e o também químico Sebastião Formosinho tem mais de 1.200 referências.

Eduarda Ferreira

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