cultura

Eterno regresso de Metheny

Eterno regresso de Metheny

Éum eterno regressado aos palcos portugueses. Pat Metheny actua mais uma vez nos coliseus do Porto (hoje) e de Lisboa (amanhã), sempre às 22 horas.

A razão para este fenómeno é fácil de descodificar independentemente da sua valia como músico, o guitarrista norte-americano é garantia de casas cheias, uma vez que mantém fiel uma autêntica legião de admiradores que desaguam na sua música, oriundos dos mais variados rios musicais.

É que a sonoridade de Metheny é redonda, cuidada, nada dada a surpresas, e guarda em si elementos do jazz, da pop e até do country, conseguindo chamar a sensibilidade de fruidores de todas estas tipologias. Quem o viu uma vez já sabe com o que pode contar, pois ao longo dos anos a sua atitude estética pouco ou nada se alterou.

Aliás, na carreira deste virtuoso existem três momentos em que realmente fez algo de diferente, mas que, infelizmente, não repetiu. Referimo-nos ao trio que formou, no princípio dos anos 80, com o contrabaixista Charlie Haden e com o baterista Billy Higgins; à peça de Steve Reich que gravou em CD, intitulada "Electric counterpoint"; e, por fim, à sua incursão no Médio Oriente através de "The sound of summer running", álbum em que teve a seu lado Marc Johnson (contrabaixo) e Bill Frisell (guitarra).

Metheny traz a Portugal o 12.º tomo da sua carreira discográfica, "This way up", contando para isso, em palco, com o insubstituível Lyle Mays (teclados) - com quem toca há quase 30 anos -, Steve Rodby (baixo), Cuong Vu (trompete e voz), Gregoire Maret (harmónica) e Antonio Sanchez (bateria).

Dos concertos de Pat Me-theny pode ainda esperar-se outra excelente característica a qualidade do som.