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Parlamento distinguiu o Banco Alimentar

Parlamento distinguiu o Banco Alimentar

O Parlamento atribuiu ontem o Prémio Direitos Humanos 2005 ao Banco Alimentar Contra a Fome, distinguindo o seu esforço de distribuir alimentos aos sectores mais carenciados da sociedade portuguesa.

A atribuição - com um valor pecuniário de 25 mil euros - a esta organização foi decidida por unanimidade por um júri constituído no âmbito da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. "É uma organização que, com muita criatividade e trabalho, se dedica a combater a fome no nosso país", realçou o presidente da Comissão, o socialista Osvaldo de Castro, na cerimónia de entrega do prémio, na Assembleia da República.

A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, Isabel Jonet, aproveitou a distinção para relembrar o trabalho desenvolvido pela organização há 13 anos. "Aproveitar onde sobra para distribuir onde falta, é o lema do Banco Alimentar", afirmou, sublinhando que em Portugal cerca de 20% da população vive abaixo do rendimento mínimo.

Num balanço da actividade, cuja "espinha dorsal" é o voluntariado, Isabel Jonet deu conta que dos armazéns dos dez bancos alimentares existentes em Portugal saem diariamente 55 toneladas de alimentos (doados por empresas e particulares), cujo destino maioritário seria a destruição.

A organização apoia 1.148 instituições de solidariedade social que prestam auxílio a mais de 200.000 pessoas.

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