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Sampaio visitou o Marco com o "caminho livre"

Sampaio visitou o Marco com o "caminho livre"

Jorge Sampaio esteve, ontem, pela primeira vez no concelho do Marco de Canaveses. Uma visita que acontece quase no final do mandato porque só agora "o caminho estava livre para podermos vir sem problemas", disse, na sessão solene de boas-vindas realizada no salão nobre do município, no âmbito da "presidência aberta" dedicada ao tema "envelhecimento e autonomia". O presidente da República deu a entender que só ali não esteve antes por causa da gestão de Avelino Ferreira Torres, que presidiu à autarquia nos últimos 22 anos.

"O país no seu conjunto focou a sua atenção em Marco de Canaveses, a propósito das eleições municipais. Não é de estranhar que o tivéssemos feito. Toda a gente percebe porquê. Na vida democrática e mesmo quando estamos perante perversões das maiores, é preciso renovar os ciclos, transformando as dificuldades em oportunidades", disse.

Agradecido pela visita, o município do Marco de Canaveses, pela primeira vez deu uso às chaves da cidade, atribuindo-as a Jorge Sampaio, que passou a ser cidadão honorário do Marco de Canaveses, recebendo também a medalha do ouro do concelho.

Dirigindo-se a Manuel Moreira, actual presidente da Câmara, Sampaio, deu conta da novidade da qual foi a figura principal "Pelos visto foi uma estreia absoluta, porque não só é a primeira chave, como é medalha, como é o primeiro presidente da República que vem a Marco de Canaveses. Tenho muito gosto de estar aqui neste momento. Faltava-me vir ao Marco, devo dizer".

Com o "caminho livre", Sampaio, condecorou Manuel Moreira com a Ordem de Mérito, uma condecoração proposta por um conjunto de individualidades do distrito do Porto, onde Moreira foi governador civil, e subscrita pelo próprio presidente da República.

Manuel Moreira aproveitou a ocasião para pedir a Jorge Sampaio que "use o seu magistério junto do Governo para acudir à "verdadeira emergência municipal". Em causa está a débil situação financeira do município, com uma dívida de 45 milhões de euros, e que agora "é acrescida por um extenso rol de compromissos assumidos pelo anterior executivo de legalidade duvidosa de montante superior a cinco milhões de euros".

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