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Algarve quer ser a Hollywood local

Algarve quer ser a Hollywood local

O Algarve pode vir a tornar-se numa espécie de "Hollywood à portuguesa" ao abrigo da Algarve Film Commission (AFC), estrutura apresentada oficialmente anteontem e cujo objectivo é promover a região como destino para produções cinematográficas. O actor Joaquim de Almeida ocupa o cargo de presidente da assembleia-geral da associação.

O objectivo da AFC, constituída em Maio de 2006, após dois anos de análise de viabilidade do projecto, é posicionar o Algarve com o cenário natural de produções audiovisuais portuguesas e internacionais. A luminosidade, que pode aumentar a produtividade das filmagens, as boas acessibilidades, a diversidade de cenários - praia, serra, património histórico -, e a hotelaria de qualidade são factores que colocam a região em vantagem.

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Integrar rede de 317 membros

Entre os benefícios para o Algarve contam-se o ganho de receitas directas, já que se estima que em média 30% do orçamento de uma produção seja gasto na região de rodagem, a criação de emprego e a conquista de notoriedade junto de novos públicos.

O objectivo passa também por integrar o Algarve na Association of Film Commissioners International, juntando-se aos 317 membros já existentes no mundo e cuja esmagadora maioria se situa nos EUA, embora também haja muitas 'film commissions' na Europa e Canadá. "Se Marrocos consegue captar produções cinematográficas, não há razão nenhuma para que o Algarve não possa fazer o mesmo", disse Joaquim de Almeida, referindo que a região é das poucas do mundo que entre Outubro e Março tem boa luz par a filmar.

Frisando que o grande problema da indústria audiovisual em Portugal é a demora na obtenção de licenças para filmar, o actor apelou às autarquias para que facilitem o processo. "Na América, os estados criam leis especiais ao nível dos impostos para atrair os produtores de cinema", observou, lembrando que a indústria cinematográfica constitui a segunda maior exportação do país. Joaquim de Almeida salientou ainda a importância da formação de técnicos na região, para que não se tenha que ir buscar 'know-how' a Lisboa e se possa atrair as próprias produtoras a instalar-se no Algarve.

Outra das questões focadas pelo actor foi a necessidade de ser criado um catálogo/guia de apoio à produção, para que os produtores possam aceder facilmente a informaçaõ sobre locais de filmagem e estruturas da região.

Para concretizar os objectivos, a Algarve Film Commission propôs parcerias ao Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia, à Grande Área Metropolitana do Algarve, à Universidade do Algarve e a diversas associações turísticas.

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