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BES considera ter sido vítima de um "equívoco"

BES considera ter sido vítima de um "equívoco"

O Banco Espírito Santo (BES) considera ter sido vítima de um "equívoco" das autoridades espanholas, na sequência das investigações ocorridas, na semana passada, a contas de clientes daquela instituição bancária, em Madrid, Espanha, e que levou ao congelamento destas.

Em conferência de Imprensa realizada, ontem, em Lisboa, o presidente da Comissão Executiva do BES, Ricardo Salgado, esclareceu que a "alegada operação de investimento de 500 milhões de euros em que se fundou a investigação nunca se concretizou", considerando que tudo não passou de um "equívoco" e de uma investigação "desadequada".

Ladeado por mais cinco responsáveis do banco, incluindo José Manuel Espírito Santo, presidente do Conselho de Administração do BES Espanha, Ricardo Salgado referiu que a operação de investimento da seguradora espanhola - em que se basearam as investigações - foi proposta ao BES em Junho de 2005 e no passado mês de Outubro, mas foi recusada pela entidade bancária portuguesa.

O BES reitera não ter havido "qualquer comportamento ilegal e ilegítimo" da sua parte e considera ter sofrido danos "consideráveis" na sua imagem e nome. A empresa espera que as autoridades espanholas reponham a verdade, mas não coloca a hipótese de interpor uma acção judicial.

As diligências levaram ao congelamento de diversas contas do BES, num total de 5,54 milhões de euros. Destas, apenas três são tituladas por uma das entidades investigadas, uma seguradora espanhola, num saldo de 3,4 milhões de euros. Além de Espanha, foram também bloqueadas oito contas na Zona Franca da Madeira, duas das quais pertencem à mesma seguradora.

Tendo em conta que o montante total fiscalizado pelas autoridades espanholas supera 1,8 mil milhões de euros, dos quais apenas 0,4% são relativos a contas do BES, a entidade bancária" considera inusitado que na investigação seja dado relevo e tamanha publicidade à relação dessas entidades com o BES e, ao mesmo tempo, não seja revelado o paradeiro dos restantes 99,6% do total bloqueado". O Banco Espírito Santo ficou indignado pela conotação "indevida e injustificada" com uma alegada fraude fiscal e operação de branqueamento de capitais.

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Perante a comunicação social portuguesa e espanhola, Ricardo Salgado garantiu que o BES tem o melhor sistema do mercado português e um dos melhores da Europa no controlo de ilegalidades, e reiterou a legalidade do comportamento do BES em todo o processo, na abertura das contas e movimentações.

Esta não foi a primeira investigação em que o BES se viu envolvido. O banco foi referenciado no escândalo do Mensalão, no Brasil. Ricardo Salgado lembrou não ter sido formalizada qualquer acusação. O presidente da comissão executiva garantiu que a estratégia de crescimento do BES, em Espanha, vai continuar. "O BES tem sido alvo de um conjunto de atoardas, nos últimos dois anos, mas nunca esteve tão forte", assegurou Salgado.

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