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Cientista chinês descobre que nicotina pode prevenir Alzheimer

Cientista chinês descobre que nicotina pode prevenir Alzheimer

Zhao Baolu, um cientista chinês que há 20 anos se dedica a estudar a nicotina, revelou que esta substância não só não prejudica a saúde dos fumadores, como também pode ser usada no tratamento de doenças como a de Alzheimer ou de Parkinson.

Fazendo experiências com ratos, este cientista chinês e membro da Academia Chinesa de Ciências verificou que os roedores a que se administrou doses de nicotina (em quantidades equivalentes nos humanos a dois maços de cigarros por dia) são menos propensos a contrair problemas neurológicos, como as doenças de Parkinson e Alzheimer. Isto porque a nicotina actua como antioxidante que "blinda" os neurónios e os protege de outras substâncias que causam aquelas doenças.

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"A nicotina não é tóxica, apenas vicia", destacou Zhao numa entrevista à agência espanhola EFE, em que negou qualquer ligação das suas investigações a interesses de empresas tabaqueiras. "Não sou a favor de que se fume porque há outros componentes do cigarro que prejudicam a saúde", como o alcatrão, salientou. Para evitar mal-entendidos, Zhao Baolu precisou que o objectivo das suas pesquisas não é incentivar a que se fume para prevenir doenças neurológicas, mas sim que se use a nicotina, em estado puro e em doses cientificamente calculadas, apenas em pacientes que precisem dela.

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