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Estação de Algueirão espera obras há dez anos

Estação de Algueirão espera obras há dez anos

Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins enviou uma carta ao Ministério das Obras Públicas a alertar para o "estado de degradação e abandono" em que se encontra a estação de comboios e a "insegurança" que representa para a população, depois de ter recebido da Refer a indicação de que "não está prevista a realização de obras" no local.

"Não existem condições de comodidade e muito menos de segurança para os passageiros", refere a missiva, datada de 17 de Agosto. "Os abrigos são poucos e encontram-se sobrelotados. Os acessos são feitos por escadas estreitas e em mau estado. As paredes estão sujas. O piso está gasto. A iluminação é fraca", descreve a Junta, salientando o facto da estação ser "conhecida como local de venda de droga".

O autarca Manuel do Cabo explicou ao JN que "um artista da terra foi contactado para fazer a decoração da estação" (ver texto ao lado) mas, quando questionou a empresa pública que gere a infra-estrutura ferroviária sobre a data prevista para avançar com a requalificação, foi informado de que "não está prevista a realização de obras, a curto prazo". Também a Comissão de Utentes da Linha de Sintra considera "indispensável fazer obras". Naquela que é a freguesia mais populosa do país, com mais de cem mil habitantes, "não faz sentido ter uma estação daquelas", defende Rui Ramos. "Parece que a requalificação da Linha de Sintra não é feita com um planeamento adequado", critica, exemplificando com a recente "construção da estação-fantasma de Meleças".

A estação de Algueirão-Mem Martins regista uma média diária de 20 mil utentes, segundo números de há três anos.

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