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Ladrões brasileiros danificaram "A dança"

Ladrões brasileiros danificaram "A dança"

Oquadro de Picasso roubado na passada sexta-feira em pleno Carnaval do Rio de Janeiro foi danificado no processo de luta entre um dos ladrões e o guarda do Museu da Chácara do Céu, local onde estava exposto. Trata-se de "A dança", quadro pintado pelo célebre artista plástico espanhol em 1956. O dano poderá ser significativo, uma vez que a pintura foi perfurada. Foram roubados também vários quadros de Dalí, Monet e Matisse.

Segundo a Polícia do Rio de Janeiro, um dos guardas do museu, de 61 anos de idade, tentou travar o grupo de ladrões, envolvendo-se em luta directa com um deles. A obra, que terá sido usada como escudo de defesa, não foi recuperada. A Polícia anunciou também já ter identificado um dos assaltantes.

Entretanto, foi ontem anunciada uma recompensa de 10 mil reais (3945 euros) a quem der informações que ajudem a encontrar os quadros roubados. A iniciativa da recompensa partiu da Associação dos Amigos do Museu da Chácara do Céu e do Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional.

O museu da Chácara do Céu ficou sem "Os dois balcões", do catalão Salvador Dalí, "A dança" e o livro de gravuras "Toros", com ilustrações de poemas de Pablo Neruda, ambos de Pablo Picasso, "Marine", do francês Claude Monet, e "Jardim do Luxemburgo", do seu compatriota Henri Matisse.

Os quadros foram avaliados por especialistas como valendo entre 20 e 50 milhões de dólares.

No passado sábado, a secção brasileira da Interpol (polícia internacional) difundiu em 182 países fotografias e dados sobre as obras roubadas. A Polícia Civil brasileira divulgou, por seu lado, o retrato-robot de dois dos quatro presumíveis autores do assalto.

Os assaltantes, armados, agiram em cerca de 20 minutos e provocaram ferimentos em três vigias desarmados do museu, que tomaram como reféns, assim como a seis visitantes, quatro deles estrangeiros. Os autores do roubo fugiram a pé, transportando os quadros sobre a cabeça, aproveitando a passagem de um desfile de Carnaval para desaparecerem na multidão.

A comissária responsável pela investigação acredita que as obras ainda se encontravam na cidade. "Assim que fomos informados, alertámos todos os aeroportos e portos do país, bem como a polícia rodoviária. Podemos dizer que os quadros ainda estão no Rio", sublinhou.

A polícia crê que os assaltantes pertencem a um bando especializado, mas encara também a hipótese de os ladrões terem roubado os quadros para pedir um resgate.

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