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Radar na A25 apanhou 600 na "bossa do camelo"

Radar na A25 apanhou 600 na "bossa do camelo"

Só no primeiro dia da abertura ao trânsito do troço da A25, entre Boaldeia e Mangualde (30 de Setembro), cerca de 600 automobilistas foram apanhados em excesso de velocidade pelo radar instalado à entrada da curva de raio apertado (240 graus), conhecida por "bossa do camelo", na zona do Caçador, Viseu.

A velocidade máxima permitida para desfazer aquela curva é de 80 quilómetros por hora. No primeiro dia, 600 condutores ultrapassaram-na. O radar registou e fotografou as viaturas a transgredir. Daqui a uns tempos, os automobilistas vão receber em casa a multa da transgressão cometida 60 euros se circulavam até 110 Km/hora; 120 até 140 Km/hora (infracção grave que dá inibição de conduzir de um a 12 meses); 300 euros até 160 Km/hora (muito grave e inibição de dois a 24 meses); e 500 euros se circulavam a mais de 160 Km/hora (infracção também muito grave).

"Este número de condutores apanhados a mais de 80 à hora, em apenas um dia, demonstra que o traçado da A25 é perigoso, é atípico e não tem nada a ver com o traçado de outras auto-estrada que existem no resto do país ou por essa Europa fora. É. por isso, também, que ela nunca deve ser portajada", refere Francisco Almeida, da comissão de utentes contra as portagens na A25.

"E não é só esta curva que é perigosa, há mais. E há ainda as inclinações muito acentuadas na zona da Guarda, Vouzela e Talhadas, em Sever do Vouga. O que se espera é que o índice de sinistralidade não venha a ser assustador", acrescenta Francisco Almeida.

Recorde-se que a construção da "bossa do camelo" foi muito polémica, devido à sua perigosidade. Chegou mesmo a ser alvo de uma providência cautelar interposta por moradores de Barbeita e da zona do Caçador e pela Associação dos Condutores Automobilizados (ACAM). O objectivo era impedir a sua inclusão no traçado da A25. O juiz não lhes deu a razão toda, mas obrigou os construtores a reforçarem a sinalização.

Os radares instalados na "bossa do camelo", num e noutro sentido, "têm o mesmo sistema de controle dos que existem na Via de Cintura Interna (VCI), no Porto", revela uma fonte da BT de Viseu. "São muito sensíveis e registam tudo ao pormenor", acrescenta a fonte ouvida pelo JN.

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