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Argentina vai retomar produção de urânio

Argentina vai retomar produção de urânio

Buenos Aires, 10 Ago (Lusa) - A Argentina anunciou hoje que vai retomar a produção de urânio, após uma interrupção de dez anos, para abastecer as suas centrais nucleares e reduzir as importações.

«Estamos prestes a retomar a actividade de produção de urânio numa mina de Salta (Norte da Argentina)», disse Ruben Calabrese, administrador da Comissão Nacional de Energia Atómica (CNEA).

A reactivação da produção de urãnio representa uma economia importante de divisas», acrescentou.

«Actualmente, a Argentina precisa de 150 toneladas de urânio por ano mas, tendo em conta o programa de expansão nuclear, vamos precisar de 500 a 600 toneladas anuais durante uma década», sublinhou Calabrese.

No ano passado, o presidente Nestor Kirchner anunciou o lançamento de um programa nuclear civil com um custo de 3,5 mil milhões de dólares, destinado a concluir a construção de uma terceira central nuclear, a amortizar os trabalhos de uma quarta e a reactivar a produção de urânio enriquecido para fins pacíficos.

A Argentina abandonara a extracção de urânio em 1998, por decisão do governo de Carlos Menem (1989-99), que optou por importar combustível, cujo preço era então de 25 dólares por quilo no mercado internacional.

Contudo, no contexto do aumento dos preços do petróleo, o preço do urânio saltou até aos trezentos dólares e o custo de exploração das centrais nucleares eleva-se a 45 milhões de dólares anuais.

A Argentina tem, desde os anos setenta, as centrais nucleares de Atucha I, na Província de Buenos Aires, e Embalse, na Província de Córdova. A terceira, Atucha II, está em construção devendo ficar concluída entre 2010/2011.

A mina de Salta dispõe de mil toneladas de reservas de urânio conhecidas, segundo Calabrese, que precisou que as reservas actuais da Argentina elevam-se a nove mil toneladas, embora possam ser ainda mais importantes depois da reabertura de duas jazidas, Cerro Solo e Laguna Sirven, no Sul do país.

A Argentina integra o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, desde 1983.

MF.

Lusa/fim

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