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BCP: Administradores que apoiam Jardim Gonçalves representaram 10% do banco na assembleia geral

BCP: Administradores que apoiam Jardim Gonçalves representaram 10% do banco na assembleia geral

Lisboa, 15 Ago (Lusa) - Os membros do conselho de administração do Banco Comercial Português (BCP) considerados apoiantes de Jardim Gonçalves representaram mais de 10 por cento do capital do banco na assembleia geral realizada a 6 de Agosto.

Segundo a lista de presenças da assembleia geral, a que a agência Lusa teve acesso, os administradores Filipe Pinhal, Alípio Dias, Christopher de Beck, Alexandre Bastos Gomes e António Rodrigues, representaram 10,02 por cento do capital.

Esta percentagem do capital equivale a mais de 362 milhões de acções, mas, destes títulos, apenas cerca de 2 por cento, ou seja cerca de 7,58 milhões, pertencem aos próprios administradores.

Relativamente aos restantes títulos, são propriedade de terceiros, que mandataram estes administradores para os representarem na reunião.

O presidente do conselho de administração do banco, Paulo Teixeira Pinto, e os administradores Francisco Lacerda e António Castro Henriques, que o apoiam, representaram, em conjunto, apenas 0,8 por cento do capital do banco na assembleia geral.

O administrador que maior fatia do banco representou na assembleia geral foi o vice-presidente da instituição financeira Filipe Pinhal, com 4,14 por cento.

Pinhal detinha, em nome próprio, 3,1 milhões de títulos do BCP, sendo dos membros da administração presentes na assembleia o que mais acções detinha.

Segue-se Alípio Dias, que representou 4,07 por cento do banco, ele que é destes administradores o que menos acções do BCP detinha, apenas possuindo 200 mil.

Melo Rodrigues detinha 2,18 milhões de títulos, o também vice-presidente Christopher de Beck detinha 1,34 milhões de acções e Bastos Gomes 755 mil.

As participações representadas pelos cinco administradores afectos a Jardim Gonçalves e as representadas pelo próprio fundador e presidente do conselho geral e de supervisão do banco ascendiam a quase 10,5 por cento do capital do banco.

Jorge Jardim Gonçalves detinha 10 milhões de títulos do BCP e representou um total de 16,8 milhões na assembleia de 6 de Agosto, o que representa 0,46 por cento do capital do banco.

Os cinco administradores que apoiam Jardim Gonçalves eram o alvo do ponto 5 da ordem de trabalhos da assembleia geral de 6 de Agosto, que visava a sua destituição.

Este ponto acabou por ser retirado, antes da assembleia ser suspensa, devido a um problema informático que impossibilitava a contagem de votos.

A proposta tinha sido feita pelos accionistas Metalgest (sociedade de Joe Berardo), Sogema e família Moniz Maia, e tinha por objectivo dar a Teixeira Pinto a possibilidade de ter o apoio da maioria dos administradores do conselho de administração.

TSM/RSF.

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