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Centro histórico sem carros

Centro histórico sem carros

Os automóveis vão ser proibidos de circular no miolo do centro histórico de Gaia, a partir do final do Verão. Só os carros de moradores e comerciantes serão autorizados a transitar dentro do perímetro delimitado pela Avenida de Diogo Leite (marginal ribeirinha) e pelas ruas de General Torres, de Serpa Pinto e do Conselheiro Veloso da Cruz. O acesso rodoviário ao núcleo da zona histórica passará a ser controlado por câmaras de vídeo. Moradores, comerciantes e entidades empresariais ali instaladas terão acesso mediante um sistema similar à Via Verde, que farão baixar os "mecos" que vão barrar a passagem aos outros veículos.

"Será impossível utilizar o miolo do centro histórico como mera zona de passagem para outros pontos da cidade ou, até, para outros concelhos", sentenciou Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara de Gaia, ontem de manhã, à margem da cerimónia de inauguração das obras de requalifação do Jardim de Soares dos Reis, na freguesia de Mafamude.

O "sistema de condicionamento da circulação no centro histórico", semelhante ao que funciona no Bairro Alto, em Lisboa, vai ser adjudicado à Brisa. A proposta deverá ser aprovada na reunião de Câmara marcada para a próxima segunda-feira. Luís Filipe Menezes acredita que o sistema poderá entrar em funcionamento em Setembro ou Outubro.

A circulação nas artérias que delimitam a zona condicionada continuará a efectuar-se normalmente. Só nas ruas interiores o acesso estará vedado. Do conjunto de vias vedadas, as mais procuradas pelos automobilistas, actualmente, são as ruas de Cândido dos Reis e de Choupelo.

"Os moradores e comerciantes vão ter um identificador, semelhante à Via Verde, fornecido gratuitamente pelo município. Quem já tiver Via Verde da Brisa, só terá de adaptar o identificador", explicou o vereador das Obras Públicas da Câmara de Gaia, Firmino Pereira. A leitura do identificador instalado nos veículos fará baixar os "mecos" implantados no solo.

O sistema, que terá nove portas de entrada e cinco portas de saída, será monitorizado por câmaras de vídeo, ligadas a uma central onde estarão vigilantes, em permanência, 24 horas por dia.

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"Uma pessoa que não tenha o identificador e precise de ir ao centro histórico, por exemplo, para levar um morador, toca num botão e fala com o segurança, que lhe poderá facultar o acesso", explicou Firmino Pereira.

"Será um sistema moderno e funcional", acredita Luís Filipe Menezes. A operação implica um investimento que ascende a 1,9 milhões de euros e o prazo de concessão à Brisa é de cinco anos, renovável por idênticos períodos.

Firmino Pereira sublinha que, além de contribuir para a regulação do trânsito no centro histórico, as câmaras de vídeo ajudarão a reforçar a segurança na zona.

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