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CORRECÇÃO: Abrantes: Tribunal condenou a 18 de anos de prisão mulher que atropleou mortalmente autarca em 2006

CORRECÇÃO: Abrantes: Tribunal condenou a 18 de anos de prisão mulher que atropleou mortalmente autarca em 2006

CORRECÇÃO DO ÚLTIMO PARÁGRAFO DA NOTÍCIA COM O TÍTULO: "Abrantes: Tribunal condenou a 18 de anos de prisão mulher que atropleou mortalmente autarca em 2006"

NOVO ÚLTIMO PARÁGRAFO:

"A arguida, que se manteve em silêncio ao longo de todo o julgamento, além dos 18 anos de cadeia, foi ainda condenada ao pagamento de uma indemnização de 120 mil euros à família da vítima".

(corrige o valor da indemnização)

VERSÃO INTEGRAL CORRIGIDA:

Abrantes, Santarém, 20 Jul (Lusa) - O Tribunal de Abrantes condenou hoje a 18 anos de prisão uma mulher que, em Junho de 2006, atropelou mortalmente o secretário de uma Junta de Freguesia local.

O tribunal de júri, requerido pela defesa para este julgamento, considerou como provadas todas as acusações que pendiam sobre a mulher, declarando-a "culpada do crime de homicídio qualificado", crime previsto e punido no Código Penal com pena de prisão entre doze e vinte cinco anos de prisão.

Eurico Consciência, advogado da família da vítima, considerou, em declarações à Lusa, que esta foi "uma sentença adequada ao comportamento da arguida".

Por seu turno, o advogado oficioso da arguida, António Velez, disse não concordar com a pena, pelo que vai recorrer da sentença para instância superior.

Elísio Moura, de 83 anos, secretário da junta de freguesia de S. João, na cidade de Abrantes, foi mortalmente atropelado na noite de 17 de Junho de 2006, nas imediações do castelo local.

O Tribunal considerou provado que "a arguida entrou em discussão com a vítima e, após ameaças de morte, perseguiu Elísio Moura de automóvel com a noção clara do que estava a fazer".

Segundo o acórdão, ficou também provado que Elísio Moura foi "vítima de um sofrimento atroz até morrer, porquanto o carro arrastou o corpo da vítima durante 30 metros pela calçada, sendo que, de seguida, o abandonou na via".

A arguida, que se manteve em silêncio ao longo de todo o julgamento, além dos 18 anos de cadeia, foi ainda condenada ao pagamento de uma indemnização de 120 mil euros à família da vítima.

MYF.

Lusa/Fim