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Exército cede pilotos para combater fogos

Exército cede pilotos para combater fogos

Uma negociação rápida, concluída ontem à tarde, originou uma reviravolta nos planos do Governo para a operação dos meios aéreos do Estado que, entre outras missões, irão ser utilizados no combate a incêndios. O Exército irá disponibilizar oito pilotos da Unidade de Aviação Ligeira que, segundo apurou o JN, serão requisitados para a Empresa de Meios Aéreos (EMA).

Em declarações aos jornalistas, ontem à tarde, na Feira Internacional de Lisboa, o ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, assegurou que se mantém a intenção de preparar a GNR para coordenar a operação da frota.

O Estado Maior do Exército confirma estar aberto "a contactos com o MAI relativos à cedência de pilotos", mas diz que o processo ainda não está concluído.

Uma das questões em aberto é o período de requisição. Admite-se como mais provável que os oito pilotos - que terça-feira serão entrevistados pelo grupo de trabalho que prepara a instalação da EMA - operem apenas durante este Verão. Isto porque os novos helicópteros do Exército começarão a ser entregues em 2008.

Politicamente, de resto, este terá sido um argumento decisivo. Segundo o JN apurou, era praticamente indefensável a indisponibilidade de cedência de recursos numa fase em que a unidade estava ainda parada.

Recorde-se que, em entrevista conjunta do JN e Antena 1, na semana passada, o ministro António Costa tinha afirmado que, da parte da Força Aérea e do Exército, não houve disponibilidade para ceder pilotos, alegando necessitarem "desses elementos para a sua própria actividade".

Os quatro oficiais e quatro sargentos agora cedidos foram formados em Espanha, mas as suas licenças não foram reconhecidas pelo Instituto Nacional de Aviação Civil e pela Força Aérea. Fonte do Exército assegura que este acordo poderá contribuir para desbloquear esta questão.

O recrutamento de pilotos e mecânicos para os dez helicópteros já adquiridos pelo Governo tem sido recheado de tensões. Recorde-se que, após a abertura do concurso, a que se candidataram elementos das Forças Armadas, estes receberam uma curta carta do MAI, informando que não seriam consideradas candidaturas de pilotos militares "na situação de activo" e que não reunissem as condições legais de passagem à reserva. Na semana passada, António Costa admitia estarem a verificar-se dificuldades no recrutamento. Carlos Varela e Inês Cardoso

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