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Morreu o actor e encenador José Ananias

Morreu o actor e encenador José Ananias

O actor e encenador José Ananias, que, durante vários anos, integrou os quadros da CTB-Companhia de Teatro de Braga, faleceu ontem, anunciou o seu director, Rui Madeira.

"Para a CTB, é uma irremediável perda e a despedida de um grande amigo", sublinha, frisando que "é um dia triste, pela morte do amigo, mas também de alguém que ajudou a companhia a crescer, bem como muitos dos jovens e menos jovens actores e actrizes que por aqui passaram. A vida mata-nos."

José Ananias tinha 53 anos e na CTB participou como actor em espectáculos como "Arquicoiso e Paralquimia", de Robert Pinget, "A dama do mar", de Ibsen, "Dança do sargento Musgrave", de John Arden, "A Castro", de António Ferreira, "O fim", de António Patrício, "Pintura americana", de Regina Guimarães e Saguenail, e "A gaivota", de Tchekov.

Integrou, ainda, o elenco das peças "A moeda falsa", de Gorki, "Dámabrigo", de Barrie Keeffe, "O tempo e a ira", de Osborne, "Lux in Tenebris", de Brecht, "Menina e moça", de Bernardim Ribeiro, "O anúncio feito a Maria" e "Partage de midi", de Paul Claudel, "Os mistérios de Chester", uma co-produção da CTB com o London Theatre Ensemble, Cendrev e Seiva Trupe, Cenas - Dramatização de episódio do Romance "Nomes de guerra", de Almada Negreiros.

Interpretou, também, personagens diversas em "O morgado de Fafe em Lisboa", de Camilo Castelo Branco, "O cavalo mágico", de Carlos Manuel Rodrigues, "Tartufo ou o impostor" de Moliére, "Sol y sombra", de Federico Garcia Lorca, "A pior das profissões", de Boris Vian, "A cantora careca", de Ionesco, "Falar verdade a mentir", de Almeida Garret, e "Eça A anatomia de um carácter", baseado em textos de Eça de Queirós.

Dirigiu várias peças teatrais, como "Falar verdade a mentir", de Almeida Garret, "A menina do iô-iô e o caçador de duas cabeças" e "O menino Dino", espectáculos da sua autoria.

José Ananias, diz Rui Madeira, "foi ainda responsável por muitas das acções de formação de públicos da companhia, tendo participado em imensas sessões de poesia e, como actor, em cinema e televisão. Foi um cidadão empenhado, que colocou ao serviço da comunidade e da cultura descentralizada o melhor de si".

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