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PIN: Basilio Horta diz que AICEP esta a analisar 70 projectos no valor de 15 mil ME

PIN: Basilio Horta diz que AICEP esta a analisar 70 projectos no valor de 15 mil ME

Lisboa, 10 Jul (Lusa) - O presidente da Agência portuguesa para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Basílio Horta, adiantou hoje à Lusa que a AICEP tem em apreciação cerca de 70 projectos com potencial interesse nacional (PIN) que rondam os 15 mil milhões de euros.

"Nós temos um conjunto de projectos PIN em apreciação que ronda os 15 mil milhões de euros e das áreas da energia, indústria e turismo", disse à Lusa Basílio Horta.

De acordo com o presidente da recém-criada AICEP, os projectos estão em apreciação e não vão ser todos aprovados.

"Só uma pequena parte será considerada PIN, mas obviamente que estamos a instruí-los, estamos a trabalhar com eles. Ainda ontem foi aprovado um projecto PIN, mas rejeitados dois", exemplificou, sem querer adiantar de que projectos se tratam.

Basílio Horta disse ainda que a estratégia da AICEP é a de "manter os mercados âncora", que são fundamentais, nomeadamente os da União Europeia a 15, com o de Espanha, França, Alemanha e Inglaterra, e depois a expansão e diversificação de mercados.

"E aí temos os EUA, Angola, Brasil. Mas temos também novos mercados onde nunca estivemos, como a Índia, Singapura, os Emirados, onde temos estado de uma maneira ainda muito rudimentar. Estes são mercados de expansão a que também vamos dar prioridade", frisou.

Para Basílio Horta, a diversificação abrange quer mercados quer agentes.

"No que diz respeito aos mercados, porque 77 por cento das nossas exportações vai para a UE dos 15 e desses pouco mais de 30 por cento vai para Espanha. Portanto, Portugal nas suas exportações é muito dependente quer de Espanha quer da UE, porque obviamente é muito mais fácil para os empresários portugueses exportarem aqui para o lado do que para Angola ou Brasil", explicou.

Uma mentalidade que, assegura, está a mudar.

Exemplo disso é o crescimento das exportações para Angola perto dos 50 por cento e para o Brasil que ascenderam a 43 por cento no primeiro trimestre.

"Isto significa que os empresários portugueses estão a olhar para o mundo e estão a diversificar. E nós vamos apoiar isso. Lançámos agora um inquérito para conhecermos melhor os empresários que querem diversificar, estar mais perto deles e para poder trabalhar com eles. Esta é a diversificação dos agentes", disse.

Basílio Horta defendeu ainda a necessidade de internacionalizar as PME com vontade e capacidade para se internacionalizarem.

"Temos de ir lá conhecer as pessoas, trabalhar com elas, pôr um gestor de clientes ao lado dessas empresas e, obviamente, empurrá-las para a internacionalização que inclui as exportações e o investimento português no estrangeiro", concluiu.

JMG.

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