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Quim Barreiros levou estudantes ao delírio

Quim Barreiros levou estudantes ao delírio

Quim Barreiros é um verdadeiro fenómeno junto dos estudantes. Presença constante das festas académicas portuguesas, o cantor de Vila Praia de Âncora, em Coimbra, é uma figura incontornável da Queima das Fitas.

Em meados na década de 90, a chuva interrompeu a Queima, obrigando ao cancelamento dos concertos. Contudo, a borrasca amainou e alguém da organização se lembrou de ir buscar Quim Barreiros, que estava a actuar perto de Coimbra. E foi a festa total. Desde então, não falha uma Queima, pondo toda a malta a pular.

O sucesso junto da comunidade estudantil é de tal ordem que, na noite de anteontem, Quim Barreiros actuou na mesma noite em duas queimas das fitas primeiro, animou a estudantada no Porto e, horas depois, subia ao palco da "mãe" de todas as queimas, a de Coimbra. E o cantor voltou a provar que é um fenómeno, perante o delírio etilizado da multidão que, em coro, entoou os seus êxitos pimba. Na noite de anteontem estiveram no recinto mais de 45 mil pessoas, um recorde até agora.

Em dia de cortejo, epicentro de todos os excessos, esperava-se uma noite mais atarefada para os voluntários da Cruz Vermelha que, durante todas as noites, não têm mãos a medir na assistência aos estudantes mais alcoolizados. Contudo, segundo Vítor Figueiredo, da Cruz Vermelha, a situação acabou por ser "normal", com cerca de 100 assistências, algumas por quedas e cortes com vidros. Um número que é a média diária, exceptuando a noite do passado sábado, em que foram assistidas cerca de 200 pessoas - algumas delas muito jovens, levadas pela presença dos Da Weasel.

A zona das barracas é das mais frequentadas. Toda a noite, os jovens são atraídos pela forte batida dos DJ e, sobretudo, pelas bebidas de cor exótica e alto teor etílico. Cerca das 5.30 horas da madrugada, os seguranças lá tentam "varrer" tanta euforia, perante os protestos de quem quer mais e mais. No entanto, também há quem se queixe que o negócio não está a correr tão bem como habitualmente. Está neste caso Paulo, de Vagos, que pagou 15 mil euros pela banca de bebidas e disse ao JN que "a gente é a mesma, mas gastam menos". Américo Sarmento

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