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"Regra da sombra" previne doenças da pele

"Regra da sombra" previne doenças da pele

Sigam sempre a regra da sombra. Este é o conselho dos especialistas que permitirá em qualquer parte do Mundo identificar quais as horas de maior risco. A regra é simples, basta olhar para a sombra, se esta estiver maior que nós é uma hora adequada, caso contrário deve proteger-se.

Este conselho, no entender do dermatologista Osvaldo Correia, também secretário-geral da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), torna-se cada vez mais importante, "com as férias relâmpago, as férias de Carnaval ou Páscoa, quando as pessoas procuram locais como os trópicos e não se apercebem que estão com as horas trocadas, pensando que são 10 horas ficam ao Sol e já é meio dia, ou seja a pior hora para a exposição solar".

Por outro lado, acrescentou, "estes choques térmicos súbitos, sem habituação progressiva, são brutais para o DNA das células da pele, cujos resultados nefastos só são visíveis a médio prazo".

Este foi um dos temas abordados no seminário que ontem teve lugar no Porto, "Sol e Cancro de Pele - da Prevenção à Terapêutica", que reuniu profissionais de saúde de várias especialidades, a Direcção-Geral de Saúde e figuras da televisão e da moda.

A ideia principal deste encontro, organizado pela APCC era a "Fotoeducação". Isto é, explicou o dermatologista, a "protecção não passa apenas pela aplicação do protector solar na praia, porque o Sol está em todo o lado e queima da mesma maneira em todo o lado".

A aplicação de um protector solar diariamente não tem qualquer inconveniente, "mesmo que esteja a chover", mas há outras protecções muito esquecidas o chapéu e uma t'shirt".

Aliar protecção à moda foi o objectivo da organização ao convidar figuras dessa área. "Um pouco por todo o mundo há movimentos para que se criem roupas mais adequadas, por exemplo, os tecidos inteligentes, que são frescos e cobrem o corpo".

Actualmente "surgem mais escaldões e as meninas têm mais sinais nos ombros e no decote, porque não se protegem. E, o problema é que a pele memoriza essas agressões e 15 anos depois surge o cancro e o envelhecimento da pele", sublinhou Osvaldo Correia. Virgínia Alves