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LisboaEleicoes Candidatos de acordo em reduzir assessores mas nao funcionarios

LisboaEleicoes Candidatos de acordo em reduzir assessores mas nao funcionarios

Lisboa, 19 Jun (Lusa) - A maioria dos candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lisboa manifestou-se hoje favorável à redução de assessores na autarquia da capital, mas nenhum defendeu o despedimento de funcionários.

No debate promovido pela SIC-Notícias, com sete dos 12 candidatos a Lisboa (António Costa, Fernando Negrão, Ruben de Carvalho, Sá Fernandes, Telmo Correia, Carmona Rodrigues e Helena Roseta), a situação financeira da autarquia dominou a discussão.

Depois do candidato do CDS-PP, Telmo Correia, ter afirmado que a autarquia tinha mais de 200 assessores, o ex-presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, corrigiu este número, garantindo que o anterior executivo municipal - presidente mais 16 vereadores - contratou apenas 97 assessores.

"A situação financeira é difícil mas não é apocalíptica", defendeu Carmona Rodrigues, propondo como solução o aumento das receitas da autarquia e a transformação das dívidas de curto prazo em dívidas de médio e longo prazo.

Já o candidato socialista António Costa considerou "escandaloso" que os vereadores da autarquia lisboeta pudessem ter mais assessores que os membros do Governo mas fez questão de separar este tipo de emprego dos funcionários camarários.

"Não defendo a redução do número de funcionários: não confundo os assessores da Câmara com os assessores que se têm multiplicado", frisou.

Também o candidato do PSD, Fernando Negrão, considerou "um erro" dizer que é necessário despedir funcionários da Câmara.

"Estas situações têm de ser vistas caso a caso", disse Negrão.

Fernando Negrão e António Costa divergiram na solução para a crise financeira da Câmara, com o candidato social-democrata a reiterar a necessidade de constituir um fundo imobiliário com o património da autarquia e o ex-ministro socialista a sugerir um acordo de saneamento financeiro com o Estado.

"Um problema financeiro não se resolve com soluções patrimoniais: ao vender os anéis ficam os dedos", criticou Costa.

"Com a proposta do dr. António Costa corremos o risco de vender os dedos e ficar com os anéis", respondeu Negrão.

A candidata independente Helena Roseta - que apelou sucessivamente a consensos entre os vários candidatos - defendeu o aproveitamento dos recursos humanos da Câmara no trabalho de proximidade com os lisboetas.

"Temos muita gente, ora ainda bem. Podem criar-se gabinetes de proximidade em articulação com as juntas de freguesias, onde os problemas existem", defendeu.

O candidato do PCP, Ruben de Carvalho, considerou "uma mitologia" que a Câmara de Lisboa seja "um maná de assessores principescamente pagos".

"O salário médio dos trabalhadores a prazo é de cerca de 800 euros", frisou.

José Sá Fernandes, do Bloco de Esquerda, contestou uma proposta do candidato do CDS-PP Telmo Correia, de concessionar os serviços de recolha de lixo, lembrando que trabalham nesse departamento mais de 3.000 funcionários.

"O combate ao desperdício passa, em primeiro lugar, pela reestruturação das empresas municipais", disse, propondo, por exemplo, a extinção da EMEL, cujas funções considera estarem cobertas pela PSP e pela Polícia Municipal.

SMA.

Lusa/fim

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