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LisboaEleicoes Portas acusa Costa de ser advogado do Governo ao defender aeroporto na Ota

LisboaEleicoes Portas acusa Costa de ser advogado do Governo ao defender aeroporto na Ota

Lisboa, 30 Mai (Lusa) - O líder do CDS-PP, Paulo Portas, atacou hoje o candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa (CML), considerando que António Costa, ao defender o aeroporto na Ota, "está a ser advogado do Governo".

"O dr. António Costa, como era ministro do Governo até há umas semanas, defende o aeroporto na Ota. Não está a ser procurador dos lisboetas, está a ser advogado do Governo", criticou Portas, num encontro com autarcas do CDS de Lisboa.

As críticas do líder do CDS-PP estenderam-se também ao PSD nesta matéria.

"O dr. Negrão propôs um pacto para defender a Portela e nós não podemos concordar mais. Mas o líder do PSD, o dr. Marques Mendes, diz que a Portela está esgotada. Têm de se entender uns com os outros!", apelou, lembrando que o CDS sempre defendeu a manutenção do actual aeroporto.

Paulo Portas realçou a coesão do CDS-PP como uma vantagem para as eleições intercalares em Lisboa.

"No CDS não há duas listas, isso só se passa no PS e no PSD", frisou, pedindo aos eleitores para julgarem a 15 de Julho quer o trabalho dos socialistas do Governo, quer a gestão social-democrata da capital.

"As pessoas sabem que votar no dr. António Costa é votar no Governo e o Governo não merece um prémio. O PS não está a governar bem o País e o PSD não governou bem a cidade de Lisboa", resumiu.

Também o cabeça-de-lista do CDS às eleições para a CML , Telmo Correia, apontou baterias aos seus adversários nesta campanha.

Apontando o equilíbrio financeiro da Câmara como a "urgência" para este mandato de dois anos, Telmo Correia sublinhou que parte do passivo do Município - 155 milhões de euros - resultou da Expo'98.

"Este passivo vem de um presidente de Câmara - João Soares - e de um ministro que era responsável pela Expo, António Costa", atacou.

Na sua intervenção, Telmo Correia voltou ainda a criticar o vereador do Bloco de Esquerda em Lisboa, José Sá Fernandes, responsabilizando-o pela paragem, durante dez meses, das obras do Túnel do Marquês, que considerou uma "boa obra" para Lisboa.

"O Bloco de Esquerda tem um cartaz que diz 'O Zé faz falta'. O que faz falta ao orçamento da Câmara são os 4,5 milhões de euros que custou esse tempo em que a obra esteve parada", acusou.

Pedindo aos autarcas do CDS reunidos na sede do partido que não dêem ouvidos aos comentadores políticos, Telmo Correia deixou também um 'recado' ao ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa.

"Não nos vamos preocupar com os moralizadores do costume, aqueles que receberam a Câmara de mão beijada e se puseram a dar saltos para o Tejo...", criticou, referindo-se à candidatura derrotada de Marcelo Rebelo de Sousa à CML em 1989.

Telmo Correia apelou aos autarcas do CDS em Lisboa para fazerem campanha "rua a rua, porta a porta" e salientou a importância de manter o CDS na gestão do município lisboeta, numas eleições disputadas por 12 candidatos.

"Esta é uma eleição onde não há maioria absoluta. A manutenção de um vereador do CDS será uma contribuição importante para a Câmara", salientou.

SMA.

Lusa/fim

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