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Projecto para restaurar a velha capela de Arroios

Projecto para restaurar a velha capela de Arroios

Acapela de Arroios, em Vila Real, vai ser alvo de uma intervenção de restauro destinada a fazer frente à degradação que tomou conta do interior do edifício de estilo nasoniano. Para o efeito, foi já apresentado um projecto de arquitectura ao Instituto Português do Patrimónico Arquitectónico (IPPAR), bem como uma candidatura na ordem dos 180 mil euros.

A intervenção incidirá sobre as estruturas do coro, altar e sacristia do templo do século XVIII, construído por alunos da escola de Nicolau Nasoni. Segundo a presidente da Junta de Freguesia de Arroios, Marília Ferreira, os trabalhos de beneficiação da velha capela deverão começar "durante este ano". "Ao que me informaram, na lista de obras do IPPAR, a candidatura está bem posicionada e deverá ter luz verde em breve", acrescentou a autarca

"É uma referência da freguesia e queremos que a capela seja uma importante atracção turística", sublinhou Marília Ferreira, acreditando que a intervenção possa também contribuir para o fluxo de visitantes que se dirigem para duas outras valências, como o Palácio de Mateus e o Santuário Rupestre de Panóias.

A presidente da Junta referiu ainda que o montante necessário deverá ser suportado em cinquenta por cento por fundos comunitários, ficando o restante a cargo do IPPAR e da Câmara Municipal de Vila Real, com os quais têm sido mantidos contactos.

Para o efeito, foi criada recentemente a Associação de Amigos da Capela de Arroios, uma entidade com estatutos já aprovados e publicados em "Diário da Republica", e que tem como objectivo essencial "o estudo, a valorização e a divulgação do património da capela de Arroios"

A capela foi construída em 1797 e integrada na Quinta do Sobreiro. Foi doada pelos descendentes da Condessa de Margaride e de D.João Rebello Cardoso de Menezes, arcebispo de Lorissa e bispo auxiliar de Lamego, à Junta de Freguesia de Arroios, em 9 de Março de 1988, sendo considerada monumento nacional desde 27 de Novembro de 1993. Reza a história que as homilias naquele tempo serviam muitas vezes para restabelecer a "paz" entre a vereação municipal de Vila Real. No fim da missa, um almoço selava o entendimento.

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