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Quinta das Lágrimas com novo fôlego

Quinta das Lágrimas com novo fôlego

Um vasto conjunto de melhoramentos está a ser implementado nos jardins da Quinta das Lágrimas, promovido pela Fundação Inês de Castro. A reparação de muros e caminhos da mata (muitos deles com 500 anos), o arranjo dos caminhos pedonais, a criação de um espaço para espectáculos culturais ao ar livre e a restauração do Jardim Romântico são os melhoramentos a realizar até final do próximo ano.

Da autoria da arquitecta paisagista Cristina Castel-Branco, o projecto de restauro dos jardins foi apresentado ontem, ocasião em que também foi anunciado o início de visitas guiadas àquele espaço mítico e que, a partir de hoje, vão decorrer todos os sábados, com o preço de cinco euros por pessoa. Estas visitas incluem, entre outros locais, a Fonte e Cano dos Amores, Lago e Fonte das Lágrimas, Arco Neogótico e os jardins Medieval, Romântico e o do hotel, além da colecção de árvores exóticas, das mais raras e maiores espécies europeias, de que se destacam um plátano e duas sequóias.

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"Estamos a recuperar a parte histórica da quinta, um local que tem chamado o interesse de muita gente, quer pela história de Inês de Castro, quer pela colecção de árvores única no país", explicou José Miguel Júdice, administrador do Grupo Quinta das Lágrimas. Júdice, que vai assumir a Fundação Inês de Castro que tem a seu cargo a gestão da parte histórica da quinta, adiantou que os melhoramentos representarão, até final de 2008, um investimento de cerca de 800 mil euros.

Poluição preocupa

José Miguel Júdice mostrou-se preocupado com a possível poluição e falta de água na quinta, devido às construções na encosta de Santa Clara. "As fontes podem estar poluídas por causa de fossas sépticas, enquanto as nascentes podem ficar destruídas devido às construções", lamentou, ao defender a "necessidade de se efectuarem estudos geológicos na encosta".

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