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Tecnopolis vai surgir no parque de Lordosa

Tecnopolis vai surgir no parque de Lordosa

O até agora designado Parque Industrial de Lordosa prepara-se, a passos largos, para acolher a primeira "tecnopolis" do distrito de Viseu. A notícia foi ontem avançada por Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu (CMV), durante um encontro de empresários que discutiu "a localização empresarial como instrumento qualificante dos territórios".

Tecnopolis é um conceito de terceira geração que sucede aos parques industriais e empresariais espalhados pelo país. "Os parques industriais eram zonas definidas territorialmente onde se instalavam empresas. Esse conceito evoluiu, mais tarde, para parques empresariais que abrangem indústrias, comércio e alguns serviços de apoio. Estamos agora a fazer a transição para a tecnopolis que irá congregar zonas industriais, residenciais e sociais e que terá uma forte componente tecnológica", explicou Fernando Ruas.

Sem avançar datas para o arranque da tecnopolis de Lordosa, a uma dezena de quilómetros do centro da cidade, o presidente da CMV apenas garantiu que o plano estratégico relativo à infra-estrutura industrial está em fase de conclusão. "Outro aspecto que funcionava como entrave era a falta de uma ligação rodoviária, entre a Estrada Nacional (EN) 2 e a auto-estrada (A24), que está também praticamente concluída", acrescentou.

Empresários, autarcas e técnicos presentes na conferência, promovida pela Associação Empresarial da Região de Viseu, Gestinviseu e Parque Invest, entre outras, chamaram a atenção para a dificuldade em concretizar investimentos empresariais devido à morosidade nos procedimentos processuais.

Na qualidade de presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas concordou que a demora na revisão dos planos directores municipais (PDM), calculada em sete anos, e dos planos de pormenor (PP), à volta de quatro, exige instrumentos transitórios mais flexíveis. "A ANMP propôs à tutela a aprovação do designado Plano de Pormenor Estratégico. Um instrumento que permitirá aos municípios, quando confrontados com investimentos que não podem esperar, promover a sua aprovação em apenas 45 dias. Estamos à espera de luz verde", acrescentou Ruas.

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