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Brasil satisfeito com apoio da China e Rússia à reivindicação de integrar Conselho de Segurança da ONU

Brasil satisfeito com apoio da China e Rússia à reivindicação de integrar Conselho de Segurança da ONU

Brasília, 16 Mai (Lusa) - O governo brasileiro recebeu hoje com satisfação o apoio manifestado pela China e pela Rússia às aspirações do Brasil e da Índia de ocuparem um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Foi a primeira vez que os dois países manifestaram apoio á candidatura brasileira.

"O Itamaraty (sede do Ministério brasileiro das Relações Exteriores) recebeu com grande satisfação esse apoio da China e da Rússia", que são membros permanentes do Conselho de Segurança, disse à agência Lusa a assessoria de comunicação do Ministério.

O apoio foi oficializado hoje, em comunicado conjunto da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros das quatro maiores economias emergentes do mundo - Brasil, Índia, Rússia e China (BRIC), realizada em Yekaterinburg, na Rússia.

Este foi o primeiro encontro dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos quatro países fora da Organização das Nações Unidas (ONU).

No ano passado, a soma dos seus produtos internos brutos foi equivalente a 12 por cento do PIB global, representando uma alta em relação a 2000, quando a marca foi de oito por cento, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Quinta-feira, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, declarou à agência russa Interfax que o assunto da reforma do Conselho de Segurança já está a ser discutido há mais de 15 anos na ONU.

"O Brasil acredita que chegou a hora de passar aos factos", assinalou Amorim, agradecendo aos países que apoiam a reivindicação brasileira.

O governo brasileiro defende a ampliação do Conselho de Segurança da ONU, tanto no que se refere aos membros permanentes como aos não-permanentes, para que aquele órgão se possa tornar mais legítimo e representativo.

Actualmente são cinco os membros permanentes do Conselho de Segurança - Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China.

CMC.

Lusa/Fim

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