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General Galvão de Melo encontrado morto em casa

General Galvão de Melo encontrado morto em casa

Carlos Galvão de Melo, general e ex-membro da Junta de Salvação Nacional resultante do 25 de Abril, foi ontem encontrado morto na garagem do imóvel onde vivia, no Estoril. O ex-militar tinha 86 anos e terá falecido cerca das 20 horas, presumivelmente devido a doença súbita.

Inspectores da Polícia Judiciária estiveram no local para averiguar as circunstâncias da morte, mas numa análise preliminar não foram detectados indícios de crime. A realização de autópsia, a cargo do Instituto de Medicina Legal, pode, no entanto, ser requerida - ou dispensada - pelos familiares.

Galvão de Melo foi candidato independente à Presidência da República em 1980, após ter sido deputado pelo CDS na Assembleia Constituinte. Afastado da política, Galvão de Melo dividia o tempo entre um blogue que criou e as solicitações que recebia. Era amante e praticante de ténis , tendo até concedido, recentemente, uma entrevista a uma publicação da respectiva federação, em que salientava ser oriundo de uma família cujos membros viveram mais de 100 anos.

Natural da Figueira da Foz, fez os estudos em Lisboa, no Liceu Camões, na Universidade Clássica, e finalmente na Academia Militar, onde ficou em 2.º lugar do seu curso, que concluiu em 1943. Integrou a Junta de Salvação Nacional, em 1974, mas desde cedo que foi duramente contestado pela Esquerda, acabando por ser detido, a 29 de Setembro de 1974, por suspeitas de implicação na manobra da maioria silenciosa do dia anterior, tendo sido rotulado de "fascista",

Para tanto contribuiu o cunho da plémica frase que o imortalizou na mitologia revolucionária "Empurrai os comunistas até ao mar e eles morrerão de morte natural". Foi deputado na Assembleia Constituinte como independente pelo CDS, em 1976, e candidato à Presidência da República em 1980

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