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Ingleses já sabem tudo sobre missão da PJ em Inglaterra

Ingleses já sabem tudo sobre missão da PJ em Inglaterra

A Polícia Judiciária (PJ) não vai ter o trabalho facilitado em Inglaterra onde, a partir de segunda-feira, vai ser cumprida a carta rogatória do caso Madeleine McCann. O plano previsto para as diligências, bem como o conteúdo do documento, que deveria ter permanecido em segredo de justiça, chegou aos mãos da imprensa britânica, ainda antes da partida dos investigadores portugueses.

Segundo o JN apurou, ontem, os jornalistas britânicos foram informados por fontes que dizem ser policiais das diligências que vão ter lugar na próxima semana. Quando, onde e quem vai ser ouvido foram algumas dos dados a que tiveram acesso. Até o hotel onde a PJ vai ficar alojada lhes foi comunicado. O que, na opinião de fonte ligada à investigação, "prova que as fugas de informação partiram da polícia de Leicester, que assim demonstra em não estar disponível para colaborar na investigação, prejudicando-a ao tornar públicas as intenções da PJ".

Quer isto dizer que o grupo de três investigadores, liderado pelo coordenador da PJ de Portimão, Paulo Rebelo, em nada deverá surpreender as 24 pessoas que têm para inquirir. A maior parte - 14 - sê-lo-á por determinação das autoridades portuguesas. Neste número está incluído o grupo de amigos do casal McCann, já conhecido por "Tapas 7". As restantes inquirições foram pedidas pelos pais de Madeleine. É o caso de Clarence Mitchell, porta-voz do casal, Justine McGuiness, que ocupou o mesmo cargo, e a psicóloga que tem acompanhado Kate.

A chegada da PJ está prevista para as 12.20 horas de segunda-feira. Nesse mesmo dia serão feitas inquirições, nenhuma das quais considerada muito relevante para a investigação. No dia seguinte, começam a ser ouvidos os "Tapas 7". Jane Tanner, que garante ter visto um homem a carregar ao colo uma criança que acredita ser Madeleine, é a primeira. Os McCann, tal como o JN já adiantou, não vão ser interrogados, por decisão do Ministério Público, que considerou a diligência uma "perda de tempo".

Ocasal viaja quinta-feira para Bruxelas, onde irá reunir-se com eurodeputados envolvidos na criação de um sistema de alerta europeu para crianças desaparecidas ou raptadas. "Pura coincidência", garante o porta-voz do casal.