Óbito

Ferro diz que morte de Cruzeiro Seixas é "enorme perda para Portugal"

Ferro diz que morte de Cruzeiro Seixas é "enorme perda para Portugal"

O presidente da Assembleia da República manifestou tristeza pela morte de Artur Cruzeiro Seixas, que considerou representar "uma enorme perda para Portugal e para as artes a nível internacional".

"O seu desaparecimento, a semanas de completar 100 anos, constitui uma enorme perda para Portugal e para as artes a nível internacional, ou não fosse o traço inconfundível de Cruzeiro Seixas o traço de um dos últimos surrealistas vivos", sublinha Eduardo Ferro Rodrigues, numa mensagem enviada à agência Lusa.

Ferro lembra Cruzeiro Seixas como o "decano dos artistas portugueses" e como "o último dos surrealistas, movimento que integrou com Cesariny, Calvet ou Vespeira, e a que foi fiel, na arte e na vida, até ao último dos seus dias".

"Tive a honra de o receber na Assembleia da República em 2018, por ocasião da Exposição "Arte, Resistência e Cidadania", organizada pela Bienal Internacional de Arte de Cerveira nos 40 anos do certame, em cujo acervo se incluem obras de Cruzeiro Seixas, sem dúvidas um dos artistas que mais marcaram a evolução da arte contemporânea em Portugal", assinala, enviando "sentidas condolências" à família e amigos do artista.

Cruzeiro Seixas morreu no domingo no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, aos 99 anos, revelou a Fundação Cupertino de Miranda.

Foi um dos nomes destacados do surrealismo em Portugal, é autor de um vasto trabalho no campo do desenho e pintura, mas também na poesia, escultura e objetos/escultura.

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Em outubro tinha sido distinguido com a Medalha de Mérito Cultural, pelo "contributo incontestável para a cultura portuguesa", ombreando, com Mário Cesariny, Carlos Calvet e António Maria Lisboa, como um dos nomes mais relevantes e importantes do Surrealismo em Portugal, desde finais dos anos 1940.

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