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A faísca que lhes apontou o caminho da música

A faísca que lhes apontou o caminho da música

No Dia Mundial da Criança, seis músicos portugueses consagrados lembram os seus primeiros passos na arte.

"O primeiro concerto que realmente deixou uma marca na minha infância foi um recital pela Maria João Pires, no Casino da Póvoa. Recordo-me de ir com o meu avô ao concerto e de chegar a uma sala lotada, com uma sensação geral de antecipação do que se iria passar. Sentei-me numa parte lateral da sala, observando por cima do mar de cabeças dos espectadores. Lembro-me da sala, apenas iluminada no palco, da atenção completa do público, da escuta intensa e, claro, da música: Mozart." A partilha é do pianista Nuno Marques, que vive e trabalha em Nova Iorque, de onde dirige o Porto PianoFest.

Mozart foi também determinante para Dinis Sousa, desde março maestro da Royal Northern Sinfonia, em Newcastle. "A minha primeira memória é da ópera "Don Giovanni", no Coliseu do Porto." Mas, foi outra instituição da Invicta, a Casa da Música, que mudou tudo na sua adolescência: "Lembro-me de sentir a importância do momento de uma sala de concertos, de poder consultar partituras". Apesar disso, a sua sala favorita é a Gulbenkian, em Lisboa: "Adoro o espaço e a fundação. Pela ligação afetiva e pela acústica".

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