Arte do Dia

A guerra é a guerra

Reggaeton de primeira, Manoel de Oliveira revisitado, os conflitos no Vietname e na Síria que deixa marcas por palavras e música. E a arte universal do tuning, naturalmente.

Tainy é um dos produtores pop mais importantes destes dias. Tem 31 anos, é porto-riquenho e tomou conta, por boas razões, do universo reggaeton. O virtuosismo da arquitetura sonora e a alta definição dos ritmos lentos dão um brilho extra a "Baila conmigo", dueto de Selena Gomez e Rauw Alejandro, amostra do EP "Revelación", da cantora, compositora e atriz americana. Sai na sexta e é todo cantado em espanhol.

As #conversascomserralves, a encarnação online Fundação de Serralves, evocam um aniversário redondo de um filme incontornável da história das imagens em movimento: em 1931, há 90 anos, era revelada a curta-metragem documental "Douro, faina fluvial", e com ela a longa e ímpar carreira na realização de Manoel de Oliveira. A obra, muda de origem, foi-se prestando a periódicas interações com música, e aí entram os Sensible Soccers, que preparam um cine-concerto, a apresentar em Serralves, incluindo não só o filme de 1931 como outro documentário de Oliveira, "O pintor e a cidade", em redor de António Cruz, de 1951. A conversa de hoje, às 18 horas, inclui os três Sensible Soccers (André Simão, Hugo Gomes e Manuel Justo) e Ricardo Vieira Lisboa, assistente de programação da Casa do Cinema Manoel de Oliveira. A participação é gratuita mas sujeita a inscrição em serralves.pt.

Da gaveta das histórias pouco contadas mas tremendamente importantes: na revista americana "The Atlantic" escreve-se acerca de "You don"t belong here: How three women rewrote the story of war", um livro de Elizabeth Becker sobre três mulheres que realizaram a cobertura jornalística da guerra no Vietname: Frances FitzGerald, Kate Webb e Catherine Leroy. Quão igual, ou diferente, foi o seu olhar?

O tuning (também) é arte, como fazem por demonstrar Federico Radaelli e Toni Brugnoli, fotógrafos de Milão que, no álbum "F.R.T.B.", mostram proezas da mutação de veículos motorizados no Japão e em Itália.

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A história de Obay Alsharani é também uma história de guerra. O músico fugiu da Síria e da carnificina do regime de Bashar al-Assad. Vive em Estocolmo e produz eletrónica esplendorosa, nas nuvens, como se comprova no novo álbum "Sandbox". O seu percurso é narrado em "The Guardian".

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